Flávio prevê desgaste de Lula pela economia e admite nova disputa presidencial antes de 2030
Em live dos EUA, Flávio Bolsonaro diz que a economia deve pesar sobre o governo Lula e não descarta disputar a Presidência antes de 2030.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 2 MIN

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou ao centro do debate político ao fazer, na sexta (30), sua primeira transmissão ao vivo desde que deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas. Segundo a Gazeta do Povo, ele seguiu para Miami depois de decisão do ministro Moraes (STF) que determinou a retenção de todos os passaportes.
Antes da viagem, Flávio visitou o pai, Jair Bolsonaro, na segunda (26), com autorização de 30 minutos concedida a ele como advogado. Ao fim da visita, de acordo com a mesma reportagem, agentes da Polícia Federal chegaram com uma intimação ligada a Moraes.
Na transmissão, Flávio apontou a crise econômica como o principal fator de desgaste do governo Lula. Ele comparou o cenário ao vivido entre 2014 e 2015, no governo Dilma, e afirmou que a situação atual é pior. Segundo a Gazeta do Povo, ele sustenta que a economia piora se o governo cumprir as promessas de campanha e acredita que a gestão cai antes do que muitos imaginam. O Times Brasil registrou que ele disse que Lula pode não concluir o mandato por causa da economia.
Flávio também afirmou que pode disputar a Presidência antes de 2030 e citou quase 60 milhões de votos no segundo turno, no qual foi derrotado por Lula no domingo anterior, conforme o InfoMoney. Na mesma live, anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado e pediu que apoiadores pressionem parlamentares.
A leitura do InfoMoney é de que Flávio indica acreditar na cassação da chapa Lula-Alckmin, ação que, segundo o veículo, ele havia dito na segunda que buscaria. O que está em jogo é a combinação de três frentes: a disputa pelo comando do Senado, um possível questionamento judicial da chapa vencedora e uma narrativa de que a economia será o principal fator de desgaste do governo.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, juros e dólar, o ponto de atenção é a mistura de incerteza política com dúvidas sobre a condução econômica. Um avanço de processos contra a chapa presidencial, uma disputa intensa pelo Senado ou a frustração de promessas fiscais tendem a elevar a volatilidade de ativos brasileiros, sobretudo os mais sensíveis a juros e contas públicas. Nesse cenário, o termômetro passa a ser o andamento das votações no Congresso, a agenda fiscal do governo e as decisões judiciais sobre a eleição. Este texto não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.







