Cotado para a Fazenda, Fonteles aponta cortes de privilégios como caminho ao equilíbrio fiscal de Lula
Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, defende ajuste sem cortar programas sociais e diz que a trajetória da dívida pode abrir espaço para juros menores.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN

Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí e cotado para o Ministério da Fazenda, tem uma resposta para a pergunta que mais pesa sobre o próximo governo: como equilibrar as contas sem cortar programas sociais. Ao Estadão, segundo O Antagonista, ele afirmou que o equilíbrio fiscal só é possível com corte de privilégios e desperdícios.
A fala ganha peso porque, segundo O Antagonista, o governo trocou o teto de gastos pelo arcabouço fiscal em 2023, com meta de superávit. O arcabouço admite uma margem de tolerância de 0,25 ponto para cima ou para baixo dessa meta. A revista relata que o governo passou a mirar o piso da meta.
Entre as medidas discutidas com a equipe econômica, Fonteles citou o Pé-de-Meia Universitário, a tarifa zero aos fins de semana e o Prospera MEI, de acordo com O Antagonista. Os relatos não trazem valores de economia para essas medidas, o que deixa sem resposta quanto cada uma pesaria na conta.
O Estadão descreve Fonteles como matemático e o aponta como prodígio do PT. Segundo O Antagonista, ele lembrou que Lula fez superávit primário nos dois primeiros governos. Ao Times Brasil, Fonteles negou ter conversado com Lula sobre cargo no governo federal.
Ao Times Brasil, Fonteles disse que uma trajetória sustentável da dívida pública abriria espaço para queda dos juros e crescimento. Para quem defende responsabilidade fiscal e menos impostos, a questão central é se a redução de privilégios e desperdícios bastará para fechar a conta sem cortar gastos sociais. As declarações apuradas não detalham quais privilégios ou desperdícios seriam alvo.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, juros e dólar, o ponto central é a credibilidade da meta fiscal. Se a leitura dos relatos se confirmar, um governo que mira o piso da meta e não pretende cortar programas sociais dependerá de ganhos de eficiência para ganhar espaço, e o mercado tende a olhar mais para a execução do que para o discurso. A tese de Fonteles de que uma dívida em trajetória sustentável abre espaço para juros menores liga o tema diretamente à renda fixa, ao crédito e ao câmbio. Nada disso é previsão de preço: a cotação de Fonteles para a Fazenda não está confirmada e os detalhes das medidas ainda são escassos.







