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GOVERNO & CONTAS PÚBLICAS30 OUT 2026 · 08:20

Fachin devolve a Mendonça inquérito sobre descontos em aposentadorias e mantém caso Master no STF

Decisão publicada na quinta-feira (29) devolve ao ministro Mendonça o inquérito sobre descontos ilegais no INSS, enquanto os autos do caso Master ficam com a Presidência.

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

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Na quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Fachin, devolveu ao ministro Mendonça a relatoria do inquérito sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados do INSS. Ao mesmo tempo, manteve sob sua custódia os autos do caso Banco Master, em que é investigado Daniel Vorcaro. O despacho foi publicado na quinta, segundo InfoMoney.

A decisão reverte um movimento anterior. Fachin havia assumido a relatoria dos dois processos depois que Alexandre de Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news. Segundo a Revista Oeste, as investigações tinham saído do gabinete de Mendonça em setembro, no meio da crise interna do STF. O Times Brasil chama a operação de Sem Desconto.

Pelo que informa o Times Brasil, os autos do caso Master ficam com a Presidência de forma excepcional e provisória, por prazo máximo de 90 dias contados de 12 de setembro. Ao devolver o caso do INSS, Fachin afirmou que “não há, até agora, elementos concretos e individualizados” para manter a Sem Desconto na Presidência.

Dois outros pontos pesam no caso. Segundo InfoMoney, a Polícia Federal deve entregar a Fachin, quando pronto, o relatório sobre o eventual envolvimento de ministros do STF com Vorcaro. Já a Procuradoria-Geral da República, em parecer, afirma não haver indícios de irregularidade na conduta de Mendonça. A Revista Oeste relata ainda que o nome de Moraes apareceu em mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro. Esse trecho é apresentado como relato da publicação, não como conclusão de investigação.

Para o leitor que investe, o ponto central é a previsibilidade. Prazos definidos, como os 90 dias do caso Master, e um relatório com data de entrega dão referências concretas. Mas a sucessão de avocações e redistribuições de processos reforça a necessidade de regras previsíveis para distribuir e conduzir investigações, sobretudo quando elas podem atingir autoridades. Segurança jurídica é condição para investimento de longo prazo, e isso vale tanto para o jurista quanto para quem aloca capital.

O que muda para o investidor

Nos fatos apurados não há ligação direta entre essas decisões e cotações, juros ou câmbio, e esta matéria não projeta reação de preços. Os marcos a acompanhar são o prazo de 90 dias para a custódia provisória do caso Master, a entrega do relatório da PF a Fachin e eventuais novas redistribuições de processos. Quando a incerteza institucional se prolonga, ela costuma entrar na avaliação de risco de quem aloca capital no Brasil, geralmente como um prêmio exigido por ativos locais, e não como um evento isolado. Este texto é análise de contexto e não constitui recomendação de compra ou venda.

FONTE ORIGINALLER NO INFOMONEY ↗
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