Bolsas europeias sobem com BCE mantendo juros, mas bancos pesam em Madri
Balanços de Shell e Airbus animam o pregão, petróleo cai com possível retomada de diálogo EUA-Irã e Lagarde anuncia saída.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

As bolsas europeias avançaram nesta quinta-feira (29), depois que o Banco Central Europeu manteve os juros e enquanto os balanços trimestrais ganham espaço na pauta dos investidores. Segundo o Times Brasil, a maioria dos índices do continente fechou em alta, com Madri como exceção, pressionada pelas ações dos bancos.
A decisão do BCE chega um dia depois de o Federal Reserve manter sua taxa de juros inalterada, na quarta-feira (28). Com as duas instituições em pausa, o mercado europeu reagiu positivamente. A Investing.com destacou que as bolsas do continente estão perto de máximas de quase dois meses, com o BCE mantendo as taxas.
Os números ajudam a dimensionar o movimento. Segundo o Times Brasil, o DAX, de Frankfurt, subiu 1,36%, para 26.052,75 pontos, e o CAC 40, de Paris, avançou 1,05%, a 7.970,00 pontos. Em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,26%, a 10.722,07 pontos. Milão subiu 0,36%, a 50.002,36 pontos, e Lisboa, pelo PSI 20, somou 0,80%, a 9.319,57 pontos.
Na contramão, o Ibex 35 recuou 0,11%, a 18.862,30 pontos, com as ações bancárias pesando sobre o índice espanhol. Nos balanços, a Shell e a Airbus subiram após divulgar seus resultados trimestrais, enquanto a Lloyds também esteve no radar dos investidores. Mais cedo, às 6h30 (de Brasília), o Stoxx 600 avançava 0,45%, a 647,02 pontos, e Milão e Madri estavam em queda naquele horário.
No mercado de energia, o petróleo caiu, em meio à possibilidade de retomada de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Na mesma cobertura, o Times Brasil trouxe a manchete de que Lagarde anuncia saída, sem detalhar no texto as condições da decisão.
O que está em jogo é a combinação de juros parados nos dois lados do Atlântico, petróleo em queda e uma possível transição na presidência do BCE. Para quem defende responsabilidade fiscal e um ambiente previsível, o principal ponto é a clareza sobre os próximos passos da política monetária e da liderança do banco central europeu.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o cenário sugere menos sinais de mudança de juros no curto prazo, o que coloca os balanços e a leitura setorial em primeiro plano. Vale observar o desempenho dos bancos espanhóis, que pesaram no Ibex, e a evolução das negociações entre EUA e Irã, que influenciam o petróleo. A saída anunciada de Lagarde é uma variável institucional a acompanhar. Como as cotações citadas são preliminares, o mais prudente é esperar os fechamentos oficiais antes de tirar conclusões.


