Copom chega à Selic com inflação pressionada e contas públicas sob desconfiança
Primeira reunião após as eleições, com a Selic em 13,75%, deixa o mercado atento ao comunicado e aos sinais do governo sobre o fiscal.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, se reúne nesta semana para decidir a Selic, hoje em 13,75%. É a primeira reunião depois das eleições, e a decisão acontece com a inflação pressionada e com desconfiança do mercado sobre as contas públicas, segundo InfoMoney. A desconfiança fiscal recai sobre o governo do presidente Lula, reeleito.
Antes da votação, a expectativa era de um corte de 0,25 ponto percentual. Depois dela, a maioria do mercado passou a projetar manutenção da Selic até o fim de 2026, e a XP prevê pausa até o fim de 2027, informa InfoMoney. O Money Times afirma que a pausa nos cortes já é considerada certa pelo mercado.
No câmbio, o Seu Dinheiro registra que o dólar disparou após a eleição de Lula. Para o economista Luis Otavio Leal, o BC deve interromper os cortes no Copom desta semana, e um corte em dezembro depende de sinais do governo sobre as contas públicas.
O pano de fundo é fiscal. Segundo InfoMoney, a inflação está acima da meta e há discussão sobre uma proposta de André Lara Resende para reduzir o custo da dívida pública. Na avaliação de Leal, um eventual corte em dezembro dependerá desses sinais.
Lá fora, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com apuração preliminar de 4 de novembro, deram vitória aos democratas na Câmara e no Senado, um revés para Trump, segundo Money Times. A agenda de dados também pesa: o relatório ADP de empregos sai hoje, e o payroll dos EUA, na sexta-feira (6).
Para quem investe, o ponto central é o comunicado do Copom, que InfoMoney aponta como o principal gatilho para os ativos brasileiros nesta semana.
O que muda para o investidor
Se o Copom mantiver a Selic e sinalizar pausa, o juro básico tende a seguir alto por mais tempo, o que costuma pesar sobre empresas mais dependentes de crédito e sobre a leitura de risco do Brasil. Se o comunicado não reduzir a desconfiança fiscal, o dólar pode continuar sensível às notícias vindas de Brasília. No exterior, o payroll de sexta e o resultado das midterms podem mexer com os juros americanos e com papéis de tecnologia listados na Nasdaq.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
A decisão da Selic e o comunicado do Copom definem o tom para os ativos brasileiros, enquanto o cenário fiscal segue no radar. Para quem opera dólar futuro e juros, a instabilidade política e econômica exige cautela redobrada. No ambiente internacional, a divulgação do payroll e o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos trazem volatilidade para a Nasdaq futuro e para o câmbio. Nesses momentos de incerteza, o gerenciamento de risco e a espera por confirmações gráficas são fundamentais para proteger o capital antes de assumir posições no mercado.


