Deputada democrata rompe com o partido e apoia republicano no Senado em Michigan na véspera da eleição
Haley Stevens declarou voto em Mike Rogers contra Abdul El-Sayed, e o episódio dominou o debate no Fox Business a um dia das eleições de meio de mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens anunciou que votará no republicano Mike Rogers para o Senado em Michigan, rompendo com o candidato de seu próprio partido, Abdul El-Sayed, a um dia das eleições de meio de mandato. A decisão foi tratada pelo painel do programa "Outnumbered", do Fox Business, como um dos fatos mais explosivos da reta final da campanha.
Segundo a transmissão, Stevens afirmou: "Meu voto para o Senado vai ser com Mike Rogers", e justificou que é preciso "ficar ao lado do país" e não "ao lado do ódio". Ela citou o streamer Hasan Piker, de extrema esquerda, ao dizer que não pode ficar com ele. O Fox Business apresentou o gesto como uma reação ao que a deputada vê como falha do partido em enfrentar o antissemitismo.
Disputa interna e reação do partido
A reação dos democratas foi dura. De acordo com os apresentadores, o líder Chuck Schumer chamou o gesto de traição desprezível, e a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi disse que ela traiu Michigan. A presidência do Partido Democrata do estado afirmou que Stevens não é membro atual da legenda nem será no futuro.
Houve também uma controvérsia sobre o desenrolar dos fatos. A deputada Debbie Dingell, democrata de Michigan, disse ter ouvido de Stevens, à meia-noite, que tudo era boato. Cerca de cinco horas depois, segundo o relato do programa, a decisão veio a público. A comentarista Marie Harf, democrata, disse que não se importa muito com Stevens e que o partido tem chances em outros estados.
O apresentador Bill Hemmer observou que cerca de 1,8 milhão de pessoas já haviam votado em Michigan e que não se sabe quanto a polêmica pode influenciar o resultado. Ele citou pesquisa do jornal The New York Times segundo a qual eleitores que decidiram só no último mês favorecem republicanos por nove pontos. Marie Harf, por sua vez, disse que, segundo o mesmo jornal, os democratas lideram em todos os estados-chave do Senado.
Antissemitismo no centro do debate
O painel ligou a decisão de Stevens à discussão sobre antissemitismo. A apresentadora Lydia Hu citou dados do FBI de 2024 apresentados no programa: judeus são cerca de 2% da população americana, mas alvo de 63% dos crimes de ódio de motivação religiosa, o terceiro maior nível já registrado. Kayleigh McEnany mencionou um aumento de 400% em ameaças contra judeus americanos no último ano, número citado pelos participantes sem detalhamento da fonte.
O programa exibiu ainda um vídeo da Universidade de Michigan em que uma estudante agride a influenciadora conservadora judia Lizzie Bennett e depois faz ameaça de morte. Na avaliação dos comentaristas, os episódios mostram o que está em jogo na discussão sobre extremismo e liberdade de expressão nos campi.
Hemmer lembrou que Michigan tem cerca de 110 mil eleitores judeus em idade de votar, a maioria no condado de Oakland, número que, segundo ele, poderia pesar numa eleição apertada.
O que está em jogo
A eleição de terça-feira é a última do primeiro mandato da gestão de Donald Trump, que a chamou de "a eleição de meio de mandato mais importante de nossas vidas", segundo a abertura do programa. O presidente deve fazer sua última grande mensagem às 14h (horário do leste) no Lincoln Memorial, enquanto o vice-presidente segue para o norte do estado de Nova York e para Ohio.
Para o investidor, o desfecho define o controle do Congresso e, com ele, a direção da agenda econômica e do equilíbrio de poder em Washington. A transcrição não traz projeções sobre bolsa, juros ou câmbio, e as avaliações aqui descritas são do painel do canal, não do jornal.






