Trump mantém ameaça de nova ação militar contra o Irã, enquanto negociação segue aberta
Segundo o general Jack Keane, analista da Fox News, Washington avalia ofensiva mais ampla e bloqueio econômico, com o Estreito de Ormuz no centro do impasse.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã com uma nova ação militar, ao mesmo tempo em que mantém a via diplomática aberta. Segundo a Fox Business, Trump disse que a razão pela qual os Estados Unidos ainda não encerraram o assunto com Teerã é que ele quer "ser legal" e tentar salvar o máximo de vidas possível, mas que em algum momento será preciso "dar o martelo".
O presidente conversou recentemente por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre os próximos passos do conflito. Segundo o canal, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou não saber se existe um prazo e disse que a decisão cabe ao presidente. Rubio também declarou que as conversas nunca pararam, em alguns casos de forma direta e, com frequência, por meio de intermediários.
A avaliação do general Keane
O general reformado Jack Keane, analista estratégico sênior da Fox News, avaliou que uma retomada dos combates traria custos. Na análise dele, os Estados Unidos voltariam a grandes operações de combate ao lado de Israel, e os iranianos retaliariam, com baixas e danos. Keane disse que o Irã mantém alguma capacidade e que é provável que a resposta atinja não só Israel e bases americanas na região, mas também os Estados do Golfo, produtores de petróleo.
Segundo ele, a ofensiva atual seria muito diferente da de 28 de fevereiro. Keane afirmou que há inteligência consideravelmente melhor, que as bases americanas foram reforçadas e que a proteção de outras infraestruturas críticas nos Estados do Golfo aumentou em mais de 300%, conforme a descrição do almirante Cooper. Na avaliação do analista, os alvos seriam mais abrangentes e o impacto sobre eles seria devastador. Ele ressaltou que seriam alvos militares.
Keane também citou a pressão econômica sobre o regime, na forma de um bloqueio que impede a passagem de mercadorias pelo Estreito de Ormuz e busca isolar o país. De acordo com o general, essas são as opções que estão sobre a mesa do presidente, que conhece os briefings e os detalhes e ainda não tomou uma decisão.
Ormuz e o ceticismo sobre um acordo
Sobre a carta enviada por Teerã, Keane disse que ela só será positiva se os iranianos conseguirem fazer a Marinha americana suspender o bloqueio, que, na visão dele, estrangula o país. O general afirmou que esse é o principal objetivo do Irã nas negociações.
Keane relembrou que a guerra começou em 28 de fevereiro e foi interrompida em 7 de abril, depois que os iranianos, que haviam fechado o estreito, se disseram dispostos a reabri-lo por meios diplomáticos. Segundo ele, o estreito não foi aberto após o cessar-fogo, e um acordo assinado em junho foi rompido em cerca de 72 horas. Os Estados Unidos tiveram então de reabrir a passagem à força, o que, segundo o general, foi feito com sucesso: o trânsito de outros países voltou às condições anteriores à guerra, exceto o do próprio Irã.
Para Keane, a diplomacia não funcionou, e ele não acredita que funcionará. O general disse que não crê que o Irã fecharia um acordo sobre a questão nuclear e que há consenso nos governos dos EUA e de Israel de que, mesmo que fechasse, Teerã não o cumpriria. Ele afirmou que há evidências disso.
Para o investidor, o episódio mantém no radar o risco geopolítico ligado ao petróleo e ao Estreito de Ormuz, rota sensível para o comércio de energia. A transcrição não traz dados sobre bolsas, juros ou câmbio, e as avaliações acima são do analista e do canal, não do The X-Trader News.






