Durigan promete rigor técnico em nomes para o BC e reforça ajuste fiscal gradual
Ministro da Fazenda diz que ainda não conversou com Lula sobre indicações ao Banco Central e afirma que nada tratado justifica temor do mercado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira (3 de novembro) que as próximas nomeações para a diretoria do Banco Central devem seguir critérios de "rigor técnico". Segundo o InfoMoney, que cita a Reuters, a declaração foi feita em entrevista num momento em que o mercado acompanha de perto a composição da autoridade monetária.
Durigan disse que ainda não conversou com Lula sobre novas indicações para o BC. Ele também afirmou que o presidente não tem tido agenda com outros economistas, dado que ajuda a mostrar o estágio em que está o processo de escolha dos nomes.
Segundo o ministro, as nomeações devem reunir "diferentes perfis", sem perder de vista a exigência técnica. Para quem acompanha juros, a composição da diretoria importa, porque é nela que se discutem as decisões sobre a taxa básica.
Na mesma entrevista, Durigan afirmou que, nas conversas que teve com Lula, não foi tratado nada que justifique medo do mercado. O recado, portanto, é de tranquilidade, em um tema que costuma provocar ruído entre investidores.
O centro da fala, porém, é a defesa de um ajuste fiscal gradual, reforçada pelo ministro. Para uma linha editorial que defende responsabilidade fiscal, a palavra "gradual" pede atenção: o ritmo do ajuste é o que separa promessa de execução e costuma pesar sobre juros e câmbio.
Ainda faltam detalhes sobre quais nomes serão indicados e quando. Por enquanto, o que se conhece são os critérios declarados pelo ministro e o fato de que o diálogo com o presidente sobre o tema ainda não aconteceu.
O que muda para o investidor
Sem prever cotações, o ponto de atenção é a combinação entre a composição da diretoria do BC e a trajetória fiscal. Até aqui, a fala de Durigan aponta para continuidade de critérios técnicos e de um ajuste gradual, e não para rupturas, o que favorece previsibilidade para quem opera juros, dólar e bolsa. Essa leitura não é recomendação de compra ou venda: a conferência dos nomes indicados e das medidas fiscais que vierem depois deve orientar as decisões.






