Ibovespa tem maior queda mensal desde 2022 em outubro, após reeleição de Lula
Só 12 das 76 ações do Ibovespa fecharam o mês no positivo, enquanto o dólar subiu 5,20% e fechou a R$ 5,4443, segundo Money Times e Exame.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

O Ibovespa encerrou outubro com a pior queda mensal desde junho de 2022, em um mês dominado pela disputa do segundo turno. Segundo o Money Times, o índice recuou 9,88% no período e fechou em 167.921,80 pontos, depois de um início de mês em alta.
A trajetória foi de máxima a tombo. Segundo o InfoMoney, o índice renovou máximas históricas e passou de 209 mil pontos antes da virada, com altas puxadas por bancos, varejistas, construtoras e empresas sensíveis a juros. A inversão veio depois da eleição.
No segundo turno, realizado no domingo (25/10), Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença superou 4,3 milhões de votos, de acordo com o Money Times. O InfoMoney registra que o resultado confirmou a reeleição de Lula.
Com a definição das urnas, o InfoMoney relata um desmonte acelerado das posições que haviam sido montadas durante a campanha. O movimento apareceu também no câmbio: o dólar à vista subiu 5,20% no mês e fechou a R$ 5,4443, segundo o Money Times.
A queda foi ampla dentro da carteira. Segundo a Exame, só 12 das 76 ações do Ibovespa fecharam outubro no positivo, enquanto 64 recuaram. Metade dos papéis perdeu mais de 15% no mês, 51 caíram mais de 10% e 26 perderam mais de 20%. A comparação considera o fechamento de 30 de setembro e a cotação de 30 de outubro.
Entre os destaques individuais, a Vale (VALE3) esteve entre as maiores altas do Ibovespa na sexta-feira (30/10), segundo o Money Times, mesmo com um balanço do terceiro trimestre de 2026 que o mercado considerou fraco. A pressão no minério de ferro pesou nos números, mas a geração de caixa foi vista como resiliente. A companhia fez teleconferência com investidores no mesmo dia.
O que muda para o investidor
Para quem opera Nasdaq, juros e dólar, o mês deixa três sinais: os efeitos da definição eleitoral sobre o humor do mercado, a força do câmbio e a amplitude da queda, que atingiu a maior parte da carteira e não ficou restrita a poucos papéis. Nesse ambiente, a leitura dos resultados trimestrais e da exposição a dólar e juros ganha peso. Como linha editorial, o The X-Trader News costuma lembrar que a previsibilidade das contas públicas e as regras claras são o que mais ajuda o investidor a planejar o horizonte, e que quem opera deve medir o próprio risco antes de qualquer movimento.







