Wall Street cai após balanço da Alphabet reacender temor com gastos em IA
Ações da Alphabet fecham em queda de 12,64%, a maior da história da companhia, e Nasdaq recua 1,38%; no Brasil, o Ibovespa segue pressionado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O balanço da Alphabet, controladora do Google, derrubou as ações da empresa e reacendeu o temor de investidores com os gastos em inteligência artificial. Segundo InfoMoney, o Nasdaq fechou em queda de 1,38%, aos 26.184,72 pontos, enquanto o Dow Jones recuou 0,25%, para 52.342,62 pontos, e o S&P 500 cedeu 0,31%, aos 7.720,23 pontos.
A ação da Alphabet fechou em queda de 12,64%, a maior baixa percentual da história da companhia, de acordo com InfoMoney, que cita a Dow Jones Newswires. Ainda segundo o veículo, a empresa perdeu cerca de US$ 0,5 trilhão em valor de mercado. A Reuters atribui o movimento a um resultado fraco em publicidade em buscas e ao aumento do consumo de caixa com gastos em IA. Antes do fechamento, o Times Brasil lembrava que uma queda abaixo de 9,77% levaria o papel à pior reação pós-balanço desde a abertura de capital, em 2004.
O estrago ficou concentrado na empresa. O setor de tecnologia caiu 0,88% no dia, e a Microsoft, segundo o Times Brasil, ficou praticamente estável. Durante o pregão, às 11h51 de Brasília, o Nasdaq chegou a cair 1,64%, aos 26.117,47 pontos, segundo InfoMoney e Reuters.
O cenário macroeconômico também pesou. O Federal Reserve manteve os juros inalterados na decisão, mas o mercado passou a temer uma alta da taxa em dezembro, de acordo com InfoMoney. Ao mesmo tempo, o PCE saiu em linha com o esperado, e o PIB dos Estados Unidos acelerou no terceiro trimestre.
No Brasil, o Ibovespa também opera no vermelho. Às 13h53, o índice recuava 0,83%, aos 169.579,13 pontos, e caminhava para a quarta queda seguida, segundo o Times Brasil. A sequência começou com o tombo de 13,88% no pregão de 26 de outubro, o primeiro após a reeleição de Lula (PT). Depois vieram recuos de 0,51% em 27 de outubro e de 2,68% em 28 de outubro, quando o índice fechou em 171.006,10 pontos.
O que muda para o investidor
No mercado americano, o episódio mostra que o balanço de uma única companhia pode puxar o Nasdaq para baixo e que a cobrança sobre o retorno dos gastos com IA segue no radar. Quem acompanha o índice deve observar se essa pressão se estende a outras empresas do setor e como o Fed se posicionará sobre juros até dezembro.
No Brasil, o foco está na política fiscal do novo mandato de Lula. Como o Times Brasil destacou, o temor dos investidores envolve os efeitos dessa política sobre juros, inflação e dívida pública. Enquanto essas dúvidas persistirem, esses fatores devem continuar sendo acompanhados de perto na bolsa e no câmbio.


