Eduardo Bolsonaro agradece a Trump por apoio a Flávio e reacende debate sobre instituições
Eduardo Bolsonaro publica vídeo após declarações de Trump, que não tem planos de encontrar Flávio e chamou a eleição brasileira de vergonha.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

Segundo a Revista Oeste, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou no domingo (1º/11) um vídeo em que agradece a Donald Trump pelo apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação veio um dia depois de Trump comentar a eleição brasileira em tom crítico, o que colocou o episódio no centro da atenção de quem acompanha a política do país.
Na Flórida, durante conversa com jornalistas na festa de Halloween em Mar-a-Lago, no sábado (31/10), Trump afirmou que não tem planos de se encontrar com Flávio. De acordo com o Times Brasil, ele disse que Flávio foi tratado de forma injusta e classificou a eleição brasileira como "vergonha". Exame e Revista Oeste relatam que o americano também disse que Flávio é bem-vindo nos Estados Unidos e pode ficar no país pelo tempo que quiser.
O pano de fundo é a derrota de Flávio no pleito. Segundo a Exame, ele deixou o Brasil depois de ser derrotado, enquanto o Times Brasil registra que Lula (PT) venceu o segundo turno. Trump, ainda conforme a Revista Oeste, afirmou que Flávio foi tratado "muito mal".
No vídeo, Eduardo disse, de acordo com a Revista Oeste, que Trump teria entendido o cenário político brasileiro, e voltou a questionar as instituições do país. O Diário do Poder registra que ele agradeceu a Trump justamente após a declaração sobre Flávio.
O que está em jogo vai além de uma troca de declarações entre aliados. Quando um parlamentar brasileiro agradece publicamente a um governante estrangeiro por um gesto de apoio a um candidato derrotado, e ao mesmo tempo questiona instituições, a relação entre Brasília e Washington passa a ser lida como parte do ambiente político do país.
O que muda para o investidor
Episódios desse tipo não alteram, por si só, os fundamentos das empresas listadas na B3 ou nos Estados Unidos. O efeito costuma aparecer no canal do risco político, quando o investidor passa a medir com mais cuidado a previsibilidade institucional e a condução da agenda fiscal do governo que assume. Essas variáveis pesam sobre juros, câmbio e o apetite por ativos brasileiros. Para quem defende responsabilidade fiscal e segurança jurídica, o ponto de atenção é se a relação com os Estados Unidos ganha peso na agenda econômica. Essa leitura não é uma previsão de preços para Ibovespa, dólar ou Nasdaq.





