Trump diz que Irã quer acordo, mas não descarta novas ações militares
Segundo o próprio Trump, as operações não foram concluídas, enquanto as negociações mediadas pelo Catar fizeram o petróleo cair nesta segunda.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

Donald Trump afirmou que o Irã quer fechar um acordo com os Estados Unidos, mas não descartou seguir com operações militares contra o país. Segundo Times Brasil, a declaração foi dada ao podcast Pod Force One na segunda-feira, dia 2, e mostra a ambiguidade de Washington diante de um conflito que já pesa sobre o petróleo e os mercados.
Sobre a disposição iraniana, Trump limitou-se a dizer “Vamos ver.”, de acordo com InfoMoney. Na mesma linha, o veículo relatou que ele afirmou que os EUA atingiram o Irã “de maneira muito forte” e que derrubaram dois regimes iranianos. Para Trump, porém, as operações ainda não estão concluídas, e os americanos não “terminaram o serviço”, segundo Times Brasil.
O conflito começou em fevereiro de 2026, e as negociações entre EUA e Irã vêm sendo mediadas por autoridades do Catar, conforme a Revista Oeste. Na conversa, Trump disse que “eles não podem ter armas nucleares”, em referência ao Irã, de acordo com InfoMoney.
O petróleo é o ponto mais sensível dessa equação. Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está fechado e que os estoques de petróleo estão acima do nível pré-guerra, segundo ele. Ainda assim, a Revista Oeste registrou forte queda do óleo na manhã de segunda-feira, dia 2, com otimismo em relação às negociações. Times Brasil acrescenta que Trump também comentou os impactos da guerra na economia dos EUA e nas eleições de meio de mandato.
O que está em jogo é a direção do conflito: um acordo que reduza a tensão ou novas ações militares que mantenham o estreito fechado. Quando sinais tão opostos aparecem ao mesmo tempo, a volatilidade tende a aumentar e o noticiário passa a mover os preços em poucas horas.
O que muda para o investidor
O principal canal é o petróleo. Um acordo crível tende a pressionar as cotações para baixo, como já ocorreu no início desta segunda, o que alivia custos de combustível e transporte e pode reduzir a pressão inflacionária que influencia as expectativas de juros. No cenário oposto, a continuidade das operações e o fechamento do estreito mantêm o risco de novos choques de oferta, favorecendo empresas do setor de energia e exigindo cautela de companhias dependentes de combustível. Em Nasdaq e dólar, o efeito costuma aparecer pela aversão a risco e pelas expectativas de juros, e a leitura depende de qual desses caminhos se confirmar. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda: o acompanhamento das negociações e da evolução do petróleo segue sendo o principal termômetro para quem investe.





