Estrangeiros compram ações brasileiras em outubro, mas revertem parte das compras após a eleição
Dados do IIF mostram compra líquida de cerca de US$4,2 bi na primeira quinzena de outubro, seguida de venda após a reeleição de Lula.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

Investidores estrangeiros foram compradores líquidos de ações brasileiras em outubro, segundo dados do IIF divulgados pelo Money Times. O movimento, porém, não se sustentou até o fim do mês: boa parte das compras feitas no início do período foi revertida depois da eleição.
Segundo o Money Times, as compras da primeira quinzena vieram depois de Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno, o que deu ao fluxo uma leitura ligada ao cenário político. Nesse intervalo, o IIF estimou compra líquida de cerca de US$4,2 bi em ações brasileiras.
O ponto mais forte foi em 5 de outubro, com compra líquida de US$2 bi, o maior fluxo diário desde 2009, de acordo com o Money Times e o InfoMoney.
Nas duas semanas seguintes, a direção mudou: a venda líquida chegou a US$2,4 bi. Após a reeleição de Lula, em 25 de outubro, a saída continuou nos quatro pregões seguintes, com venda líquida de US$1,4 bi. Ao todo, segundo o IIF, os estrangeiros reverteram pouco mais da metade das compras do início do mês.
A Reuters, em reportagem de Nova York datada de 3 de novembro, também atribuiu os números ao IIF, segundo o InfoMoney. O dado reforça que a leitura do capital externo sobre o cenário político pode mudar em poucos dias.
Para a linha editorial deste jornal, o episódio mostra que o capital estrangeiro reage rápido a sinais eleitorais, e que responsabilidade fiscal e regras claras de mercado continuam sendo as perguntas centrais para quem decide alocar recursos no país.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o dado indica que o fluxo estrangeiro pode oscilar com força em torno de eventos eleitorais, e que movimentos concentrados em um único dia, como o de 5 de outubro, podem pesar sobre a liquidez e o humor do mercado. Vale acompanhar as próximas divulgações do IIF e a evolução da agenda fiscal antes de tomar qualquer decisão. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.






