EUA fazem ataque defensivo no Estreito de Ormuz após Irã disparar míssil contra aeronave americana
Autoridades dizem à Fox News que ação responde a disparo iraniano e não marca retomada de ofensiva; negociações indiretas seguem e Trump cita queda do petróleo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
Forças americanas lançaram um ataque no Estreito de Ormuz em resposta a um míssil disparado pelo Irã contra uma aeronave dos Estados Unidos, segundo autoridades americanas que falaram à Fox News. De acordo com o repórter Jeff Paul, da emissora, o Irã atirou contra a aeronave na noite anterior, e a ação militar foi descrita como defensiva, após o disparo iraniano inicial.
As autoridades afirmaram que os ataques não indicam um retorno às ofensivas dos EUA contra o Irã nem o início de uma escalada. A televisão estatal iraniana, por sua vez, relatou explosões na ilha de Qeshm. Segundo a reportagem, o presidente Donald Trump disse que o Irã receberá "o martelo" em breve caso a diplomacia não tenha sucesso.
Petróleo e discurso político
Trump afirmou que os preços do petróleo estão em queda acentuada, em um movimento que, nas palavras dele, nunca foi visto. O presidente disse esperar que as pessoas percebam isso quando forem às urnas. A declaração é do próprio presidente, e a transcrição não traz números que a confirmem.
Trump também justificou a linha dura: segundo ele, era preciso impedir que o Irã tivesse uma arma nuclear. Com um arsenal desse tipo em mãos iranianas, disse, o país não poderia funcionar como funciona hoje, e o mundo seria um lugar diferente.
Diplomacia em paralelo
A reportagem lembra que os últimos ataques americanos conhecidos haviam ocorrido em setembro e que milhares de militares dos EUA permanecem na região. O episódio acontece enquanto continuam as conversas indiretas entre negociadores americanos e iranianos.
O vice-presidente JD Vance soou otimista ao ser questionado se um acordo para encerrar a guerra estava próximo. Ele disse que o presidente e ele se sentem bem quanto a um acordo negociado e que o governo continuará trabalhando. Vance ponderou, porém, que os iranianos são imprevisíveis e que o presidente mantém opções cinéticas e não cinéticas.
Do lado de Teerã, o principal negociador do país afirmou, segundo a reportagem, que o Irã entregou uma resposta firme e racional à parte americana e que agora cabe aos Estados Unidos dar o próximo passo.
O que observar
Para o investidor, o ponto central é a combinação de sinais: uma troca de disparos em uma região sensível para o comércio de energia, de um lado, e a insistência de Washington de que a ação é limitada, de outro. A trajetória do petróleo, citada por Trump, e o andamento das negociações indiretas tendem a ser as variáveis mais acompanhadas pelo mercado nos próximos dias. Por ora, as informações vêm de autoridades americanas e de declarações políticas, sem confirmação independente na reportagem.






