Deputada democrata Haley Stevens declara voto no republicano Mike Rogers ao Senado de Michigan
Na reta final das eleições de meio de mandato, apoio de Stevens a Rogers e não a Abdul El-Sayed expõe racha no Partido Democrata em uma disputa que pode decidir o equilíbrio do Senado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens, de Michigan, anunciou que votará no republicano Mike Rogers para o Senado, e não no candidato do próprio partido, Abdul El-Sayed. O anúncio foi feito dois dias antes da eleição, em uma igreja, e sacode uma das corridas mais disputadas das eleições de meio de mandato, segundo o programa Jesse Watters Primetime, da Fox Business.
"Meu voto para o Senado será com Mike Rogers", disse Stevens, que afirmou ter tomado a decisão naquela manhã. Ela classificou a escolha como pessoal e privada e disse que é preciso "ficar ao lado do país". Ao justificar o gesto, citou que não poderia apoiar Hasan Piker. Reconheceu ainda que a eleição será apertada.
Como o racha se formou
Segundo o apresentador Jesse Watters, El-Sayed venceu a primária por apenas um ponto e depois nunca telefonou a Stevens nem fez campanha ao lado dela. Na avaliação do apresentador, a deputada esperou por meses por uma ligação que não veio.
O ponto de ruptura, de acordo com o programa, foi um anúncio produzido pelo tio de Piker que culpava judeus pelo alto custo dos alimentos. Stevens, descrita por Watters como democrata moderada e forte apoiadora de Israel, cobrou que El-Sayed condenasse a peça. O candidato, segundo o relato, se recusou e a afastou de um evento ao lado do deputado James Clyburn.
Stevens afirmou que o episódio a levou ao limite: disse que El-Sayed não condenou o que chamou de um dos anúncios mais racistas que já viu. Na versão do programa, o candidato teria dito que ela não era mais bem-vinda na campanha dele.
Repercussão e o que está em jogo
Watters afirmou que toda a equipe de Stevens pediu demissão no dia anterior e que o senador Chuck Schumer, líder democrata, gastou milhões para tentar eleger El-Sayed. Na avaliação do apresentador, a disputa pode custar uma cadeira ao Partido Democrata. Ele também sustentou que, para o partido, o poder pesa mais que os princípios.
Em entrevistas citadas no programa, Stevens foi pressionada a explicar o apoio a um candidato republicano cujas posições ela contesta. Ela respondeu que "nada é perfeito". Do lado democrata, houve críticas duras e acusações contra a deputada, que o programa descreveu como a alegação de que ela estaria contribuindo para a supressão de eleitores. Outras vozes citadas pediram cautela e disseram não querer "pesar a mão" sobre ela.
Para o investidor, o episódio importa menos pelo debate ideológico e mais pelo resultado: o Senado define a pauta fiscal e tributária de Washington, e uma cadeira em Michigan pode influenciar o balanço de poder. O programa tem linha editorial conservadora, e as avaliações sobre os motivos e as consequências do gesto de Stevens são do apresentador, não fatos apurados de forma independente.






