Internacionalização de empresas brasileiras ganha ritmo, diz executivo do Citi
Gaurang Hattangdi e José Alberto Benamor apontam busca por escala, tarifas globais e Paraguai como motores do movimento.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

A internacionalização de empresas brasileiras está em alta, segundo o novo chefe do Commercial Bank do Citi para a América Latina. Em sua primeira entrevista à imprensa brasileira desde que assumiu o cargo, Gaurang Hattangdi afirmou ao Estadão que o movimento cresce e acompanha uma tendência mundial.
Hattangdi citou dois motivos principais para essa busca por mercados externos: a procura por escala e a reação ao aumento das tarifas comerciais globais. Para ele, a expansão internacional é uma das melhores opções para companhias que estão preparadas para crescer além das fronteiras.
José Alberto Benamor, novo responsável pelo Commercial Banking do Citi no Brasil, deu sua primeira entrevista na área à Coluna. Segundo ele, a unidade atende empresas com faturamento anual entre US$ 10 milhões e US$ 3 bilhões, faixa em que essa agenda de expansão costuma aparecer com mais força.
Entre os movimentos mais recentes, Benamor destacou o Paraguai. De acordo com ele, empresas brasileiras veem no país a possibilidade de reduzir a carga de alguns impostos e de receber incentivos do governo local. Além disso, elas avaliam como boas as capacidades de mão de obra paraguaia, um fator que pesa na decisão de instalar operações no território.
Para o leitor que acompanha a bolsa, o quadro mostra que a agenda de expansão no exterior deixou de ser exclusiva de grandes grupos e passa a considerar também empresas de porte médio, que buscam escala e alternativas diante de barreiras comerciais.
O que muda para o investidor
Em um ambiente de tarifas mais altas, a expansão para fora pode ser uma forma de as companhias diversificarem receitas e reduzirem a dependência de um único mercado. Para quem investe em ações, vale observar nos balanços e nas teleconferências de resultados se essa estratégia aparece de forma concreta, com investimentos, custos e metas definidos. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não projeta preços de ativos.
