Fitch reafirma BB da Petrobras e eleva perfil de crédito autônomo para bbb+
Agência manteve perspectiva estável e ligou a nota da estatal ao rating soberano, enquanto a União segue com 50,3% dos votos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A Fitch reafirmou em BB os ratings de longo prazo da Petrobras, tanto em moeda estrangeira quanto em moeda local, com perspectiva estável. Segundo InfoMoney, a agência também manteve em AAA(bra) a nota nacional de longo prazo da estatal, com a mesma perspectiva. O movimento mais relevante, porém, foi outro: o perfil de crédito autônomo da companhia, o SCP, subiu de bbb para bbb+.
O SCP mede a solidez financeira da empresa isoladamente. Ao justificar a elevação, a Fitch citou melhora em governança e eficácia de gestão, sólida geração de caixa e baixa alavancagem. São pontos que o investidor de bolsa costuma acompanhar ao avaliar uma estatal, porque mostram a capacidade da empresa de se sustentar com as próprias contas.
A agência, no entanto, não desvinculou a Petrobras do país. Ela ligou a decisão ao rating soberano do Brasil, que está em BB com perspectiva estável. Na prática, a nota da companhia continua referenciada à classificação do governo federal, e qualquer mudança na soberana passa a ser uma variável a considerar.
Há ainda um ponto de atenção que a própria notícia traz. O governo federal detém 50,3% dos direitos de voto da Petrobras e pode influenciar a estratégia e os investimentos da estatal. Para quem defende previsibilidade regulatória e menor ingerência do Estado na economia, esse é o aspecto que pede acompanhamento, mesmo com a melhora operacional apontada pela agência.
O que muda para o investidor
A manutenção dos ratings e a elevação do SCP indicam que a Fitch vê a companhia com mais solidez própria, leitura que pode ser associada a um risco de crédito menor. A nota, porém, não define sozinha o comportamento da ação. Pesam também a política de investimentos, a distribuição de resultados e as decisões que passam pelo controle público. Vale observar se a governança e a gestão sustentarão a melhora citada pela Fitch e se o rating do Brasil permanece estável, já que ele serve de referência para a estatal.




