Inflação da zona do euro sobe a 4,0% em outubro, maior nível em cerca de três anos
Alta é puxada por energia, e o mercado já reforça a aposta em nova elevação de juros pelo BCE em dezembro, segundo a Reuters.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

Em outubro, o índice anual de preços da zona do euro subiu para 4,0%, frente aos 3,8% de setembro, conforme dados do Eurostat repercutidos pelo InfoMoney. É o patamar mais alto em cerca de três anos e ficou alinhado à pesquisa da Reuters com economistas, que abrangeu 21 países da região.
O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, ficou em 2,5% em outubro, também dentro das expectativas. Isso indica que o avanço da inflação geral está concentrado nos preços de energia, de acordo com a leitura do InfoMoney.
A Reuters projeta que a inflação siga em alta nas próximas leituras. Diante disso, o mercado tende a precificar com mais força um novo aumento da taxa básica pelo BCE em dezembro, de acordo com a mesma agência.
No setor industrial, o PMI da zona do euro calculado pela S&P Global chegou a 52,7 em outubro, abaixo dos 52,9 de setembro. Antes da divulgação, os analistas esperavam 52,4, conforme a Reuters. Como leituras acima de 50 sinalizam expansão, o índice segue no campo positivo, embora o pico recente tenha sido em setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde maio de 2022. Já a perda de ritmo nas encomendas novas, o encarecimento da energia e os gargalos no abastecimento de insumos apertaram a rentabilidade das empresas.
Do lado chinês, o indicador industrial da S&P Global/RatingDog fechou outubro em 52,0, recuando de 52,1 no mês anterior. Encomendas vindas do exterior subiram pela quarta vez consecutiva, porém com menos força e no menor patamar dos últimos três meses. A análise sobre o levantamento foi feita por Yao Yu, fundador da RatingDog, segundo o InfoMoney.
O que muda para o investidor
O quadro combina dois sinais. Por um lado, a inflação acima do esperado em energia reforça a expectativa de juros mais altos na Europa, variável que costuma pesar sobre ativos sensíveis a taxas de juros. Por outro, a indústria segue em expansão tanto na zona do euro quanto na China, o que indica demanda ainda ativa. Para quem acompanha juros, bolsas e dólar, o ponto a observar é se a pressão de custos sobre as margens das empresas e a possível alta de juros do BCE em dezembro vão se confirmar nas próximas leituras de inflação e de atividade.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
A alta da inflação para 4,0% na zona do euro e a perspectiva de juros mais altos exigem cautela dos operadores em mini-índice, dólar futuro, Nasdaq futuro e juros. O cenário combina pressão de custos corporativos com expectativa de aperto monetário pelo BCE. Para quem opera, o momento pede atenção redobrada ao gerenciamento de risco e ao tamanho das posições. É fundamental monitorar o comportamento do mercado e aguardar a confirmação de tendências nos gráficos antes de executar novas ordens, evitando exposição excessiva diante da volatilidade.


