Irã diz que negociações para encerrar a guerra seguem apesar de impasse com mediadores
Teerã afirma que o diálogo com Washington continua, e o petróleo recua mais de 4% em Londres com expectativa de acordo mediado pelo Catar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Segundo o Money Times, o Irã afirmou na segunda-feira (2/11) que as conversas com os Estados Unidos para encerrar a guerra continuam, mesmo após uma rodada de negociações com mediadores do Catar que terminou sem avanço significativo. O conflito já dura oito meses, e a declaração chegou num momento em que o mercado de energia acompanha cada sinal vindo da região.
Segundo o Money Times, as negociações entre o Irã e os mediadores catarianos terminaram com propostas alteradas, sem progresso relevante. Já a Reuters, reproduzida pelo InfoMoney, relatou que os negociadores iranianos encerraram o encontro, que uma minuta de proposta circula entre as partes e que pode haver uma reunião de acompanhamento, segundo uma autoridade que não foi identificada.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, disse, de acordo com a agência IRNA, que tudo depende da “racionalidade política de Washington”. Para Tamas Varga, da corretora PVM, há esperança de avanço no impasse, segundo a Reuters. A leitura do mercado, portanto, é de que existe uma porta aberta, mas sem sinal claro de desfecho.
O petróleo caiu mais de 4% em 2/11, em Londres, com a expectativa de um acordo entre Irã e Catar. A preocupação central dos investidores, segundo a mesma Reuters, são as interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio, que afetam diretamente os preços da commodity.
China e Rússia se manifestaram contra uma nova ação militar contra o Irã, também em 2/11, segundo o Money Times. O cenário é sensível porque há temor de reacendimento do conflito depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, 3/11, de acordo com a Exame.
A mesma Exame informa que Israel pediu que os combates contra o Irã recomecem logo após a votação nos EUA, e que a próxima fase da guerra pode ser definida logo após as eleições americanas. Ou seja, o calendário político em Washington passa a pesar tanto quanto a mesa de negociação.
O que está em jogo é a continuidade do fornecimento de petróleo da região e a possibilidade de uma escalada militar que mude a trajetória do conflito. Enquanto isso, a diplomacia segue em aberto, com propostas circulando e uma eventual nova reunião no horizonte.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto central é a volatilidade. O petróleo reagiu com força à expectativa de acordo, e as fontes apontam risco de reacendimento do conflito após a eleição americana, o que tende a manter o noticiário oscilando entre alívio e aversão a risco. Em um cenário de alta da commodity, o efeito costuma chegar aos custos de energia e à inflação, variável que pesa sobre juros e câmbio. Sem prever preços, vale acompanhar três sinais: o desfecho da agenda eleitoral nos EUA, a eventual reunião de acompanhamento com o Catar e qualquer nova notícia sobre interrupções no abastecimento.






