Israel quer retomar a guerra contra o Irã logo após as eleições nos EUA
Segundo a Exame, Israel pediu que os combates recomecem logo após a votação de terça-feira, 3, enquanto Trump fala em novos ataques ao Irã.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE EXAME · 2 MIN

Israel pediu que os combates contra o Irã sejam retomados logo depois da eleição de meio de mandato nos Estados Unidos, marcada para terça-feira, 3. Segundo a Exame, a próxima fase da guerra pode ser decidida logo após as urnas, o que coloca o calendário eleitoral americano no centro de um conflito que, de acordo com a Revista Oeste, já dura cerca de nove meses.
No domingo, 1º, em evento de campanha em Iowa, Trump falou em um possível “golpe contundente” contra Teerã. A Revista Oeste relata que ele ameaçou intensificar os ataques nas próximas semanas. No dia seguinte, no podcast Pod Force One, o presidente disse que os Estados Unidos ainda não “terminou o serviço”, segundo o InfoMoney.
O mesmo InfoMoney registra que Trump afirmou que o Irã quer um acordo e que as conversas continuam. Na mesma fala, ele disse que os EUA derrubaram dois regimes iranianos, que Teerã não pode ter armas nucleares e que Washington pode “tomar mais medidas” contra o país. A combinação de diplomacia e ameaça militar é o principal ponto de incerteza do momento.
No front energético, a publicação informa que o Estreito de Ormuz está fechado. Trump alegou que os estoques de petróleo estão acima dos níveis anteriores à guerra, uma afirmação que precisa ser lida ao lado do bloqueio dessa rota, que é uma das mais importantes para o transporte de óleo.
Nos mercados, o InfoMoney informa que Trump defendeu o avanço das bolsas americanas. A Investing.com, em manchete que só teve o título disponível para esta apuração, registrou que os futuros dos EUA subiram após um outubro “contundente”, com as eleições em foco.
O que está em jogo é se a votação de novembro muda o ritmo de uma guerra que já se estende por meses, com uma rota estratégica de petróleo fechada e sinais contraditórios vindos da Casa Branca.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto central é a incerteza. Uma retomada dos combates, com Ormuz fechado, pode aumentar a volatilidade em ativos de risco e pressionar os preços de energia, enquanto um acordo, que Trump atribui ao lado iraniano, teria efeito em sentido oposto. Como as datas e as decisões ainda não estão definidas, o cenário segue aberto. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.






