Leavitt diz não acreditar em aceno de Talarico a Trump na disputa pelo Senado no Texas
Em entrevista à Fox & Friends no dia da eleição, a ex-porta-voz da Casa Branca afirma que democratas fingem moderação para vencer e que o Senado está em jogo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 4 MIN
A ex-secretária de imprensa da Casa Branca Karoline Leavitt, hoje colaboradora da Fox News, disse não acreditar "por um segundo" nas ofertas de cooperação do democrata James Talarico ao presidente Donald Trump. A declaração foi dada ao programa Fox & Friends, no dia da eleição, quando as urnas estavam prestes a abrir no Texas, onde democratas tentam virar uma cadeira no Senado.
Segundo o canal, Talarico, descrito pelo apresentador Brian Kilmeade como candidato da extrema esquerda, fez promessas de tom moderado nos últimos meses. Em declaração exibida no programa, ele afirmou que gostaria, como senador, de trabalhar com Trump para cumprir parte das promessas de seu projeto político. Citou como exemplos o acesso a creches de qualidade para todas as crianças e a redução da burocracia para construir milhões de moradias, lembrando que Trump é construtor.
Kilmeade observou que democratas costumam associar a agenda de moradia a restrições ambientais que, na visão dele, só aumentam a burocracia. Perguntada se acreditava no gesto, Leavitt respondeu que isso é o que os democratas fazem em todo ciclo eleitoral. Para ela, os candidatos falam como radicais até conquistar a indicação do partido e depois tentam parecer moderados para ganhar o voto do eleitor.
As críticas ao candidato
Leavitt citou declarações passadas de Talarico para sustentar a tese. Segundo ela, o democrata disse ser cristão e, ao mesmo tempo, criticou o cristianismo, afirmou que Deus é não binário, defendeu que existem seis gêneros e comparou a fronteira sul dos Estados Unidos a uma varanda de entrada, onde todos são bem-vindos. As frases foram atribuídas a ele por Leavitt, e a transcrição não traz o contexto original de cada uma.
Ela também afirmou que o candidato quer abolir o ICE, a agência de imigração e alfândega, e abrir prisões. Na avaliação da colaboradora, ele se juntaria às fileiras do que chamou de ala extremamente liberal do Partido Democrata, com postura de confronto e obstrução à agenda do governo. Leavitt associou o período de Joe Biden à pior crise de fronteira da história americana, segundo seu relato.
Disposição de Trump e o que está em jogo
Kilmeade apontou que o tema se repete em outros estados, como Carolina do Sul, Nebraska e Kansas, onde o apelo seria votar no democrata, e perguntou se a oferta de colaboração é sincera. Leavitt respondeu que não há nada de sincero nesses candidatos, mas disse que Trump está disposto a trabalhar com qualquer pessoa. Como exemplos, citou acordos fechados no Salão Oval com a governadora democrata Gretchen Whitmer, reuniões com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e telefonemas frequentes a democratas.
Segundo ela, o presidente ofereceu a prefeitos e governadores de cidades governadas por democratas recursos federais para limpar acampamentos de moradores de rua e combater o crime, mas nenhum aceitou. Leavitt atribuiu isso ao fato de o partido ser, em suas palavras, controlado e ditado por ódio a Trump, e previu que, se os democratas vencerem, nada farão em acessibilidade de custos ou segurança de fronteira.
Para o investidor, a disputa importa pela composição do Congresso. Os temas citados na entrevista, como moradia, burocracia, imigração e custo de vida, estão no centro da agenda econômica, e a margem do partido do presidente no Senado e na Câmara tende a influenciar o ritmo dessas pautas. A entrevista, porém, trata de política e não traz projeções de mercado, juros ou câmbio.
No encerramento, Kilmeade perguntou se haverá muita rotatividade na equipe do governo, tenha o partido de Trump mantido ou perdido uma ou as duas Casas. Leavitt disse que a troca de pessoal é natural após dois anos de qualquer administração e contou que deixou o cargo por ter dois filhos pequenos, embora tenha adorado o trabalho. Disse não ter dúvida de que uma equipe muito boa continuará ao lado do presidente. Kilmeade comentou que, se perderem a Câmara, os aliados do presidente seriam alvo de investigações.






