Lufthansa reduz projeções para 2026 com alta do combustível de aviação
Gasto estimado com combustível chega a 9,3 bilhões de euros em 2026, e a companhia cortou suas perspectivas de lucro para o ano.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Na terça-feira, 3 de novembro, a Lufthansa revisou para baixo suas perspectivas de lucro para 2026, segundo InfoMoney, com base em informações da Reuters. O principal motivo é o custo do combustível de aviação, que a companhia estima em 9,3 bilhões de euros para o ano, com tendência de alta.
Os resultados do terceiro trimestre ficaram em linha com as previsões da empresa, de acordo com a mesma cobertura. O Investing.com destacou, porém, que o desempenho do período foi prejudicado pelos altos custos do combustível de aviação. O peso maior, nesse caso, recai sobre um insumo que encarece a conta da operação.
O quadro não se restringe à Lufthansa. Segundo InfoMoney, com base na Reuters, companhias aéreas europeias alertaram que a alta do combustível de aviação, atribuída à guerra no Irã, vai pesar sobre suas perspectivas.
Outro ponto é o efeito sobre o passageiro. Ainda segundo InfoMoney e Reuters, os preços das passagens devem subir no próximo ano, com a expiração dos contratos de hedge, instrumentos que protegem a empresa contra oscilações de preço. Em outras palavras, a companhia deixa de contar com essa proteção, e o custo tende a chegar ao bolso de quem voa.
Para o setor, a questão em jogo é até onde o reajuste das tarifas consegue compensar o combustível mais caro sem afastar passageiros. Os dados disponíveis não respondem a essa pergunta, mas o caso mostra como um choque externo de preço atravessa uma cadeia inteira, do fornecedor de combustível até o viajante.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha companhias aéreas na bolsa, a revisão das projeções é o sinal mais direto: indica que o lucro previsto para 2026 ficou abaixo do que se esperava antes, por causa do combustível. O possível efeito é de pressão sobre as margens, e a intensidade depende de quanto o repasse de preços conseguir compensar o custo maior. Nos próximos trimestres, vale observar se a alta das passagens se confirma e como a demanda reage. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.






