Milho cai à menor cotação em quatro meses em Chicago e arrasta soja e trigo
Safra americana estimada como a segunda maior já registrada e vendas externas fracas pesam sobre a CBOT, segundo o Money Times.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram nesta terça-feira à menor cotação em quatro meses, segundo o Money Times. No mesmo movimento, a soja chegou à menor cotação em dois meses e meio e o trigo também recuou.
De acordo com analistas citados pelo Money Times, a queda reflete expectativas de safras abundantes nos Estados Unidos e preocupações com a demanda por exportação. Ou seja, o mercado enxerga uma oferta folgada, ao mesmo tempo em que a procura externa não sustenta os preços.
As vendas de milho dos Estados Unidos para exportação ficaram aquém do esperado e pesaram sobre a CBOT, segundo o veículo. Esse dado costuma ser acompanhado de perto por operadores, porque mostra se o produto americano segue competitivo no mercado internacional.
Analistas também lembraram que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou a safra de milho do país como a segunda maior já registrada. Um volume desse tamanho reforça a leitura de oferta confortável para o restante da temporada.
No trigo, os preços também perderam força. Operadores acompanham as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia previstas para a próxima semana, e o Money Times lembra que os dois países estão entre os grandes exportadores do cereal. Qualquer avanço nesse tema pode mexer com o fluxo global de oferta.
O que está em jogo é a combinação de oferta farta com demanda externa menos firme, num momento em que a geopolítica também entra na conta dos preços agrícolas.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha commodities como termômetro de custos e margens, o recuo tem leituras diferentes. Em tese, grãos mais baratos aliviam despesas de processadores e de quem compra ração, mas reduzem a receita de produtores e de empresas que dependem de preços firmes para vender sementes e insumos. Como esses contratos são cotados em dólar na CBOT, o câmbio também entra na equação. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda: cada investidor deve avaliar sua exposição ao setor de acordo com o próprio perfil e planejamento.






