Petróleo despenca mais de 8% com expectativa de trégua no Oriente Médio
Brent e WTI recuam mais de 7% com negociação entre Irã e EUA mediada pelo Catar, e a B3 não tem pregão nesta segunda
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

O petróleo caiu mais de 8% na segunda-feira (2/11), com o Brent recuando 8,23% e o WTI 7,92%, segundo o Seu Dinheiro. O movimento foi atribuído à expectativa de uma trégua na guerra no Oriente Médio, que reduziu o temor de falta de oferta da commodity no mercado internacional.
Por volta das 15h40, horário de Brasília, o Brent para janeiro de 2026 era negociado a US$ 104,09 por barril na ICE, em Londres, enquanto o WTI para dezembro cotava US$ 95,87 por barril na Nymex, de acordo com o mesmo veículo.
O principal fator citado é a negociação entre Irã e Estados Unidos, que conta com a mediação do Catar. Segundo o Seu Dinheiro, a perspectiva de diálogo diminuiu a preocupação com o abastecimento. O Money Times registrou que o petróleo recuou em meio aos esforços diplomáticos na região.
O efeito se espalhou para as ações de energia. Conforme o Investing.com, papéis de empresas canadenses do setor caíram junto com a commodity. No pré-mercado de Nova York, o tom era positivo, segundo o Money Times.
No Brasil, a B3 não teve pregão nesta segunda-feira. Nas bolsas europeias, o início do dia foi misto, no primeiro dia útil do mês, de acordo com a mesma fonte.
No radar internacional, também pesam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3/11). A Apple divulga após o fechamento o resultado do terceiro trimestre de 2026, depois de uma forte queda dos mercados na última semana de outubro, segundo o Money Times.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha juros, dólar e Nasdaq, o petróleo funciona como termômetro de inflação e de apetite por risco. Uma trégua confirmada pode aliviar a pressão dos combustíveis sobre os preços e deslocar a atenção para balanços e para a agenda eleitoral americana. Por outro lado, notícias geopolíticas costumam deixar as cotações voláteis, o que exige separar o ruído diplomático de sinais concretos de oferta. Trata-se de possíveis efeitos de mercado, e não de previsão de preços nem de recomendação de compra ou venda.





