Petróleo despenca mais de 8% com sinais de paz entre Irã e Estados Unidos e Brent ameaça perder US$ 100
Brent caiu 8,23%, para US$ 104,09, nesta segunda-feira, com negociações entre Irã e Catar e declarações de Trump sobre o conflito.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

O petróleo despencou nesta segunda-feira (2), e o Brent chegou a cair quase 8%, para o patamar ao redor de US$ 104 por barril. Segundo o Money Times, por volta das 15h40 (horário de Brasília), o contrato de janeiro de 2027 negociado na ICE Londres recuava 8,23%, cotado a US$ 104,09. O WTI, com vencimento em dezembro, caía 7,92%, a US$ 95,87 por barril na Nymex. A queda deixou o Brent perto de perder a marca de US$ 100.
O pano de fundo é a expectativa de um acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. De acordo com o Money Times, negociadores iranianos vêm conversando há dias com mediadores do Catar, e um rascunho de proposta circula entre as partes. Uma autoridade ouvida pela Reuters mencionou a possibilidade de uma reunião de acompanhamento. Para o mercado de energia, qualquer sinal de normalização no Oriente Médio pesa diretamente sobre a cotação, porque o conflito havia elevado o risco geopolítico embutido nos preços.
Em podcast Pod Force One, no dia 2, o presidente Donald Trump afirmou que a guerra com o Irã ainda não terminou e que o Irã quer continuar as conversas para chegar a um acordo. Ele disse que os Estados Unidos podem tomar novas medidas e que o Irã não pode ter armas nucleares. Sobre a disposição iraniana, Trump afirmou que Teerã quer um acordo, mas ressaltou « vamos ver ». Ele também alegou que os EUA derrubaram dois regimes iranianos, que os estoques de petróleo estão acima do nível pré-guerra e que o Estreito de Ormuz segue fechado. São afirmações do próprio Trump, sem dados que as confirmem neste texto.
Nos mercados europeus, o sinal foi de alta. Segundo o Money Times, o Stoxx 600 subiu 0,45%, para 649,65 pontos, e o DAX avançou 0,64%, aos 25.982,87 pontos. Em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,29%, a 10.761,33 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, subiu 0,98%, a 8.047,69 pontos. A mesma publicação atribui a força do bloco à expectativa de acordo entre EUA e Irã e à queda do petróleo.
No Canadá, a Bolsa de Toronto também seguiu a commodity. Segundo o Investing.com, o TSX subiu com a queda do petróleo e com a expectativa de paz entre os dois países, e a mesma fonte cita alta nos estoques de materiais, sem detalhar números. Para quem acompanha o setor, a cotação passou a depender tanto de notícias diplomáticas quanto de dados de oferta, como mostram as declarações de Trump sobre estoques e sobre o Estreito de Ormuz.
O que muda para o investidor
A queda de hoje reflete, na prática, a possibilidade de desescalada no Oriente Médio. Se as conversas avançarem e a passagem por Ormuz for normalizada, o petróleo pode seguir pressionado; se o diálogo travar, a volatilidade tende a voltar, sobretudo diante da ameaça de novas medidas citada por Trump. Para empresas de energia, o preço do barril afeta receitas e margens, e o efeito sobre a inflação e os juros dependerá de quanto tempo a queda se sustentar. Quem acompanha bolsa, Nasdaq, juros e dólar deve observar a evolução das negociações e os dados de estoques, sem tomar o movimento de um único dia como tendência.






