Por que o cérebro atrapalha a dieta e o emagrecimento, segundo um nutrólogo
Médico nutrólogo Jo Furlan explica a diferença entre fome física e emocional, o papel do prazer imediato e por que dietas restritivas costumam fracassar.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

Segundo Revista Oeste, o médico nutrólogo Jo Furlan participou do programa A Força do Agro, apresentado por Joice Maffezzolli, para tratar de um obstáculo que costuma ficar fora das contas de quem tenta emagrecer: a fome que não nasce do estômago.
A reportagem separa dois tipos de fome. A física surge aos poucos e pode ser saciada com vários alimentos. A emocional se manifesta como desejo por produtos específicos, como chocolate e doces.
A memória também entra nessa conta. De acordo com a publicação, lembranças da infância, como refeições em família e receitas dos avós, criam associações emocionais com determinados alimentos. Furlan afirma que os hábitos alimentares se formam na infância, com participação dos pais, e associa ultraprocessados à obesidade infantil.
Por trás do desejo há um mecanismo biológico. Segundo Furlan, açúcar, gordura e sal estimulam o sistema de recompensa do cérebro, e ele usa o conceito de bliss point para descrever a combinação que torna um alimento difícil de deixar. O prazer imediato, seguido de culpa e tristeza, favorece a repetição do comportamento.
O relato pessoal do médico dá peso ao argumento. Ele afirma ter pesado cerca de 148 kg e feito cirurgia bariátrica, mas sustenta que a operação, isoladamente, não resolve fatores comportamentais. Também alerta para o reganho de peso após dietas muito restritivas e diz que a manutenção exige mudanças duradouras, com atividade física, autoconhecimento e redução de ultraprocessados.
O que muda para o investidor
Se a visão de Furlan ganhar espaço, o tema pode influenciar a leitura de empresas dos setores de alimentos, nutrição, saúde e cirurgia bariátrica. Um debate que coloca o comportamento no centro do problema tende a dar mais atenção à escolha individual e ao acompanhamento contínuo do que a soluções de curto prazo, o que pode favorecer serviços e produtos voltados à manutenção de hábitos. Já companhias cujo modelo depende de produtos ultraprocessados, com forte apelo de prazer imediato, podem passar a enfrentar mais escrutínio. A reportagem não traz dados de mercado, preços ou projeções sobre açúcar, gordura ou outras commodities, por isso qualquer efeito sobre cotações seria apenas hipótese. A leitura é de cenário, e não de recomendação de compra ou venda.






