Proposta de limitar a Selic assusta mercado e reacende debate sobre contas e juros
Programa Oeste Sem Filtro de 2 de novembro reúne críticas ao ajuste fiscal, debate sobre juros e tensões com os EUA
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

Segundo a Revista Oeste, a proposta de Lara Resende para limitar a Selic foi o tema que mais assustou o mercado na edição de 2 de novembro de 2026 do programa Oeste Sem Filtro. O programa, que vai ao ar de segunda a sexta, das 17h45 às 19h45, é apresentado por Paula Leal e tem como comentaristas Ana Paula Henkel, Augusto Nunes e Adalberto Piotto.
No campo dos juros, a ideia de controlar o preço do dinheiro voltou ao debate público. Segundo a mesma fonte, Durigan negou que o governo discuta o tabelamento de juros. Para a linha liberal deste jornal, tabelar taxas costuma distorcer o crédito, e limitar a Selic, principal instrumento da política monetária, levanta dúvidas sobre a autonomia do Banco Central.
Na frente fiscal, Boulos falou em chantagem do mercado sobre o ajuste das contas e defendeu cortes na desoneração e no supersalário. A pergunta central é quais despesas e renúncias entram nessa conta, e não apenas como o mercado reage ao debate.
No plano externo, a Revista Oeste informou que o governo Lula aguarda a eleição nos Estados Unidos para definir os rumos da relação bilateral. No mesmo quadro de tensão, o Irã propôs reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, caso os Estados Unidos aceitem suas condições.
O programa também tratou da explicação de Dilma sobre o que chamou de « estocar vento », tecnologia que, segundo a fonte, já é usada por uma gigante chinesa. Entre os outros assuntos, o Ministério da Justiça elevou a classificação de desenhos bíblicos da Record, e Flávio afirmou que a Globo recusou uma entrevista sem cortes e atribuiu a recusa a medo.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto de atenção é a previsibilidade das regras. Uma proposta de limite à Selic tende a aumentar a incerteza sobre a política monetária, o que pode se refletir em juros futuros, no prêmio de risco e no câmbio. O debate sobre desoneração e supersalário, por sua vez, diz respeito à trajetória das contas públicas, variável que o mercado acompanha de perto. No caso de Ormuz e da relação com Washington, o risco é externo: mudanças no fluxo de petróleo e na percepção sobre os Estados Unidos podem afetar a inflação esperada, as moedas emergentes e o apetite por ativos de risco, inclusive o Nasdaq. Nada disso indica a direção dos preços, e a leitura depende de como cada tema avançar.






