Reforma tributária pode elevar alíquota acima de 30% e superar a carga da Hungria
Projeções citadas pela Revista Oeste apontam alíquota-padrão acima de 30% com CBS e IBS, e um tributarista alerta que simplificar não é reduzir carga.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 2 MIN

A reforma tributária foi apresentada como um caminho para simplificar o sistema brasileiro, mas projeções citadas pela Revista Oeste sugerem um desfecho diferente para o bolso de quem produz e consome. Segundo a publicação, a soma de CBS e IBS pode levar a alíquota-padrão acima de 30%. O título da reportagem vai além e afirma que a carga total poderia superar a da Hungria.
A pergunta de fundo é se menos complexidade significa menos imposto. Segundo Luís Garcia, advogado tributarista formado pela USP, a resposta é não: simplificar o sistema não significa reduzir a carga que o Estado impõe à atividade produtiva. A distinção costuma se perder no debate público, mas é decisiva para empresas e investidores.
Um sistema com menos regras e mais fácil de cumprir pode continuar pesado se a alíquota final for alta. Para um jornal que defende responsabilidade fiscal e menos impostos, o ponto central não está na forma do tributo, e sim no tamanho da fatia que o governo retira da economia.
Os números apresentados são projeções, não valores definitivos. O resultado final dependerá de como as alíquotas forem fixadas, e a reportagem trata o cenário como possibilidade, não como certeza.
Em jogo estão a competitividade das empresas brasileiras e a credibilidade das contas públicas, dois temas que pesam sobre preços, margens e decisões de investimento.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o principal ponto é a previsibilidade. Uma carga sobre consumo e produção que sobe ou permanece incerta pode pressionar margens de empresas de diferentes setores e alterar a forma como o mercado precifica o risco fiscal do país, o que se reflete em juros e câmbio. Trata-se de um cenário de possibilidades, não de previsão de preços. Vale acompanhar as definições oficiais das alíquotas e avaliar o efeito caso a caso, setor por setor, antes de tomar qualquer decisão.






