Queda de Learjet 60 na Flórida deixa nove mortos e chama atenção para o mercado de jatos usados
Aeronave de 2004 seguia de Austin, no Texas, para as Bahamas; usados desse modelo podem passar de R$ 10 milhões, segundo Times Brasil.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

Um Learjet 60 caiu no domingo (1º), na Flórida, e as nove pessoas a bordo morreram, segundo Times Brasil. A aeronave, um jato executivo da Bombardier, estava no trajeto entre Austin, no Texas, e North Eleuthera, nas Bahamas. Depois de uma tragédia desse tipo, a pergunta que muita gente faz é simples: quanto custa um avião desse porte?
O Learjet 60 é um jato voltado ao transporte executivo. De acordo com a mesma fonte, o modelo atende a viagens particulares, corporativas e fretamento, uso que explica sua presença tanto em operações de empresas quanto em serviços de aluguel de voos.
A produção do modelo foi encerrada em 2007, e o avião passou a circular apenas no mercado de usados. Nesse segmento, o preço depende da versão, do estado da aeronave e das condições do negócio. Segundo Times Brasil, um usado pode custar mais de R$ 10 milhões.
O avião que caiu foi fabricado em 2004, tem matrícula N722BD e número de série 271, dados registrados na FAA, a agência de aviação civil dos Estados Unidos. Os fatos apurados até aqui não informam a causa do acidente, e qualquer conclusão sobre responsabilidades depende da investigação oficial.
O que está em jogo vai além da tragédia. Para compradores, seguradoras e financiadores, o acidente reforça a importância de checar o histórico de cada aeronave antes de fechar negócio, sobretudo em um mercado em que cada venda é negociada caso a caso.
O que muda para o investidor
O efeito direto sobre ações tende a ser limitado, já que o mercado de jatos usados é fragmentado e pouco transparente. O impacto mais provável está na percepção de risco do setor: idade da frota, histórico de manutenção e registros de ocorrências podem passar a ser examinados com mais rigor por quem compra, segura ou financia aeronaves. Quem acompanha fabricantes de jatos executivos ou empresas de fretamento deve observar o andamento da investigação e eventuais comunicados regulatórios antes de tirar qualquer conclusão. Este texto não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.






