Suzano atinge faturamento recorde e Bmg divulga resultados
Fabricante de celulose fatura alto com ganhos expressivos, ao passo que o Bmg apresenta variação em sua margem financeira.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A Suzano (SUZB3) apresentou nos resultados do período compreendido entre julho e setembro de 2026 um ganho líquido da ordem de R$ 2,1 bilhões, configurando uma expansão de 6% frente a igual etapa do ano anterior, segundo informações veiculadas pelo Money Times. A organização obteve ainda um Ebitda ajustado de R$ 5,7 bilhões na mesma janela, alta de 9% na mesma base de comparação, conforme o mesmo veículo.
A cifra do Ebitda, contudo, ficou ligeiramente abaixo da projeção de mercado compilada pela LSEG, que apontava para R$ 5,8 bilhões. Por outro lado, a receita líquida da empresa atingiu um patamar recorde de R$ 16,5 bilhões entre julho e setembro de 2026, com alta expressiva de 36%, impulsionada principalmente pela Arbex, sua joint venture com a Kimberly-Clark, de acordo com o Money Times.
Ainda no balanço da Suzano, a geração de caixa operacional somou R$ 3,8 bilhões no período de julho a setembro de 2026, configurando uma alta de 12%. No setor financeiro, o Banco Bmg (BMGB4) obteve um resultado positivo de R$ 141 milhões entre julho e setembro, queda de 4,7%, acompanhado de um ROAE de 13,6% ante 16,6% no terceiro trimestre de 2025, segundo o Money Times.
A margem financeira do Bmg alcançou R$ 1,56 bilhão, alta de quase 16%, com a carteira de crédito encerrando setembro de 2026 em R$ 23 bilhões. Sobre o desempenho do banco, o analista Felix Cardamone apontou que os custos com provisões pesaram mais nos meses recentes, embora indicadores atuais apontem para uma reversão desse cenário, conforme publicou o Money Times.
O que muda para o investidor
Os resultados corporativos evidenciam a resiliência de grandes empresas exportadoras frente a ajustes macroeconômicos, demonstrando que a eficiência operacional e parcerias estratégicas sustentam a geração de caixa. Para o investidor focado em fundamentos, a leitura atenta dos balanços reforça a importância da disciplina de custos e da gestão de risco na alocação de capital, especialmente em um cenário onde o setor de crédito ainda absorve impactos de provisões.

