Para Paulo Filho, eleição nos EUA e risco de nova ofensiva contra o Irã podem pesar sobre o petróleo
Em artigo na Gazeta do Povo, o autor liga a disputa que define o controle do Congresso americano ao cenário militar com o Irã e à alta dos combustíveis.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE GAZETA DO POVO · 1 MIN

No artigo da Gazeta do Povo, Paulo Filho examina o pleito de meio de mandato americano, marcado para esta terça-feira, 3 de novembro. Segundo ele, estão em jogo a Câmara inteira, cerca de um terço do Senado e os governos de 36 estados e de três territórios. Para o autor, o desfecho vai determinar quem fica com o controle de cada câmara na reta final do mandato de Trump, com dois anos ainda pela frente.
Paulo Filho aponta que Trump tem aprovação abaixo de 40% e desaprovação em torno de 60%, segundo agregadores de pesquisas. Ele observa que os democratas também registram mais rejeição do que aprovação. Ele destaca ainda que uma parcela grande do eleitorado já depositou o voto antes da data, seja de forma presencial, seja pelo correio, e cita a Califórnia, onde o voto enviado por correspondência é aceito até o dia 10, desde que a postagem tenha sido feita até 3 de novembro.
No campo internacional, o autor especula que Trump poderia retomar a ofensiva contra o Irã depois da eleição. Ele cita a movimentação do USS Theodore Roosevelt, navio com pistas para aeronaves, rumo ao Oriente Médio, junto de um grupo anfíbio que inclui a 13ª MEU, força de fuzileiros navais. Além disso, cita os ataques iranianos contra navios-tanque no Estreito de Ormuz que continuam acontecendo.
Para ele, os preços do petróleo e dos combustíveis nos EUA estão altos, o que seria uma fonte de frustração para Trump. Segundo a avaliação dele, um ataque ao Irã tenderia a piorar o abastecimento e a empurrar as cotações para cima ainda mais.


