Trump credita ao conflito com o Irã parte da derrota republicana nas urnas
Segundo a InfoMoney, presidente diz à Fox News que a guerra contra o Irã pesou na eleição de meio de mandato, vencida pelos democratas.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O presidente Donald Trump passou a atribuir parte da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato ao conflito com o Irã. Segundo a InfoMoney, ele disse à Fox News que o episódio contribuiu para o resultado e repetiu a avaliação ao The Wall Street Journal, ao afirmar: “O Irã foi um fator”.
O resultado redesenha o equilíbrio de poder em Washington. De acordo com a InfoMoney, os democratas passaram a controlar a Câmara dos Deputados e o Senado, o que reduz a margem do governo para aprovar sua agenda sem negociação com a oposição.
A declaração ganha peso porque, segundo a mesma reportagem, Trump manteve a decisão de atacar o Irã mesmo depois de prometer “nenhuma nova guerra”. O episódio integra o confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Ao WSJ, o presidente defendeu a escolha e afirmou que fez a coisa certa, dizendo que faria a mesma decisão de novo. Ou seja, a leitura oficial é que a decisão se sustenta, mesmo com o desgaste político que ele reconhece.
O que está em jogo é a capacidade do governo de conduzir política externa e agenda econômica com um Congresso sob comando da oposição. Para quem defende responsabilidade fiscal, esse cenário tende a aumentar a disputa em torno de gastos públicos e a dificultar mudanças unilaterais de grande porte.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha Nasdaq, juros e dólar, o ponto central é o risco político e geopolítico. Esse tipo de incerteza costuma entrar nas cotações pela via das expectativas sobre o rumo das políticas de gastos e do conflito. Um Congresso dividido tende a tornar mais lentas as mudanças na legislação econômica, efeito que pode ser lido como neutro ou negativo, a depender da agenda que prevalecer. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não prevê movimentos de preços. Vale acompanhar as votações, os desdobramentos do conflito e as declarações do governo antes de qualquer decisão de alocação.

