Trump diz que Irã quer fechar acordo, mas afirma que EUA ainda não encerraram a guerra
Em podcast, presidente diz que Teerã segue negociando, não descarta novas medidas e afirma que os estoques de petróleo estão acima do nível pré-guerra, segundo InfoMoney.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Ao falar no podcast Pod Force One na segunda-feira, 2, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que o conflito com o Irã pode ganhar novos capítulos, mesmo com negociações em andamento. Segundo InfoMoney, ele disse que os EUA não “terminaram o serviço” na guerra, porque Teerã quer seguir negociando um acordo.
A declaração combina disposição para o diálogo com ameaça implícita. Trump afirmou que o Irã quer fazer um acordo, mas que não sabe se ele vai dar certo. Também disse que os EUA podem eventualmente “tomar mais medidas” no conflito do Oriente Médio, e que o Irã não pode ter armas nucleares.
No mesmo bloco de declarações, Trump afirmou que os EUA derrubaram dois regimes iranianos. Essa é uma afirmação do presidente, e a matéria de InfoMoney não traz elementos adicionais para detalhá-la.
O lado energético é o que mais interessa ao investidor. Segundo a reportagem, o Estreito de Ormuz está fechado. Ao mesmo tempo, Trump afirmou que os estoques de petróleo estão acima do nível de antes da guerra, um dado que pesa sobre a leitura de oferta e demanda da commodity.
Trump também tentou dar outra leitura ao momento. Segundo InfoMoney, ele defendeu a alta dos mercados acionários e o sucesso da economia dos EUA, e minimizou pesquisas de eleições, tema presente na manchete original.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha Nasdaq, juros e dólar, o recado tem dois lados. De um lado, a possibilidade de acordo e a informação de que os estoques de petróleo estão acima do nível pré-guerra são sinais que o mercado de energia costuma observar. De outro, o fechamento do Estreito de Ormuz e a possibilidade de novas medidas militares mantêm a incerteza elevada. A matéria não traz cotações nem projeções, então o efeito sobre bolsa, juros e câmbio depende de como as negociações evoluírem e de como o petróleo reagir. Vale acompanhar esses desdobramentos antes de tirar conclusões.





