Protestos violentos na França entram na terceira semana e reúnem mais de 70 mil em Paris, diz Fox Business
Segundo o canal, manifestantes atacaram policiais com coquetéis molotov, enquanto ex-assessor do Departamento de Estado alerta para aliança entre esquerda radical e islamistas e comenta ameaças do Irã.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Pela terceira semana consecutiva, protestos violentos tomam as ruas da França, com uma marcha em Paris que reuniu mais de 70 mil pessoas, segundo o apresentador Charlie, da Fox Business. Imagens exibidas pelo canal mostram manifestantes atirando contra policiais objetos que, de acordo com a emissora, parecem ser coquetéis molotov.
O apresentador afirmou ainda que um candidato presidencial de extrema esquerda foi visto em alguns dos atos e que críticos o acusam de incentivar a convulsão. A transcrição não informa o nome do político nem detalha a origem dos protestos.
A avaliação do convidado
Para analisar o tema, o canal entrevistou Christian Whiton, ex-assessor sênior do Departamento de Estado no governo de Donald Trump. Na avaliação de Whiton, chama a atenção o número de islamistas que parecem estar envolvidos nas manifestações atuais.
Segundo ele, trata-se de uma união entre a esquerda e o islamismo político, algo que, em sua opinião, não seria tão surpreendente, já que ambos os grupos querem controlar a vida das pessoas e, afirmou, odeiam Israel e os Estados Unidos. Whiton citou bandeiras americanas e israelenses queimadas e criticou a mídia europeia por classificar os atos como majoritariamente pacíficos.
O convidado avaliou ainda que o episódio mostra o que ocorre quando o establishment fracassa e é empurrado para o lado, como, na visão dele, aconteceu na França, no Reino Unido e na Alemanha. O apresentador, por sua vez, disse que o caso lembra as consequências de abrir as fronteiras e deixar todos entrarem. Trata-se de opiniões atribuídas ao canal e ao entrevistado, não de conclusões verificadas de forma independente.
Irã e o risco geopolítico
No mesmo programa, o canal abordou novas ameaças do líder supremo do Irã, que prometeu ataques com resposta "geograficamente irrestrita". O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o presidente Trump prefere a diplomacia, mas que os Estados Unidos estão prontos para agir militarmente. Segundo Rubio, o país continua sendo a força militar mais capaz do planeta e o presidente não tomou uma decisão.
Whiton disse que o Irã deve ser levado a sério, mas lembrou que as ameaças de seus líderes às vezes parecem maiores do que se mostram. Segundo ele, Trump afirmou que decidirá após as eleições de terça-feira se retoma operações de combate em larga escala. O convidado aconselhou que o presidente "vá fundo ou volte para casa".
O ex-assessor argumentou que o Irã está em posição frágil: praticamente não consegue exportar petróleo pelo Estreito de Ormuz, perde dinheiro e sofre forte pressão. Em sua visão, Teerã quer negociar e sabe como contatar Washington. Ele disse que, se o Irã aceitasse um acordo, poderia retomar parte das exportações de petróleo e se livrar de algumas sanções.
Whiton afirmou que os EUA mantêm capacidade de voltar a atacar e mencionou cerca de 100 mil bombas de precisão capazes de atingir qualquer alvo ao alcance de uma aeronave sobre o território iraniano. Cabe ao presidente decidir, concluiu.
O que observar no mercado
A transcrição não traz dados sobre bolsas, juros, dólar ou petróleo. Ainda assim, o cenário descrito, de instabilidade social na Europa e de tensão em torno do Estreito de Ormuz, é o tipo de fator de risco geopolítico que investidores costumam acompanhar. O desfecho da decisão de Trump após as eleições de terça-feira será um ponto de atenção para o mercado de energia.







