Hegseth demite general responsável pelo planejamento estratégico do Estado-Maior em meio a tensão com o Irã
Tenente-general Brett Sylvia, chefe do J5, é alvo de investigação por vazamento de informações sigilosas, enquanto os EUA mantêm bloqueio no Estreito de Ormuz.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o general responsável por estratégia, planos e política no Estado-Maior Conjunto, conhecido como J5. Segundo a correspondente Jennifer Griffin, da Fox Business, o Pentágono perde um de seus principais planejadores estratégicos num momento em que o país bloqueia o Estreito de Ormuz e se prepara para possíveis ordens de retomar uma campanha de bombardeios contra o Irã.
O tenente-general Brett Sylvia, que já comandou a 101ª Divisão Aerotransportada e recebeu a Estrela de Bronze por bravura, é o segundo ocupante do cargo demitido por Hegseth nos últimos 18 meses. De acordo com a reportagem, ele teria questionado os planos de guerra contra o Irã e entrado em atrito com lideranças civis por causa da política para a Ucrânia. Uma fonte afirma que ele estava afastado das decisões desde a primavera.
Acusação de vazamento e encaminhamento ao Departamento de Justiça
Em nota, um alto funcionário do Pentágono disse que Sylvia é alvo de investigação por vazamento de informações sigilosas sobre a guerra com o Irã, o conflito entre Rússia e Ucrânia e outros temas, em encontros com jornalistas fora do Pentágono. Ainda segundo o funcionário, o general foi reprovado em três testes de polígrafo, e o caso foi enviado ao Departamento de Justiça. A reportagem não detalha provas e não traz manifestação de Sylvia.
Ao comentar o caso, o presidente Donald Trump referiu-se por engano ao general como mulher e disse: "Ela tem problemas. Ela vai ter grandes problemas". Segundo a reportagem, não está claro por que o Pentágono contornou a Justiça Militar e levou a investigação direto ao Departamento de Justiça.
Movimentação militar e diplomacia
Um terceiro grupo de ataque de porta-aviões americano encerrou hoje exercícios conjuntos previamente planejados no Mar das Filipinas. O USS Theodore Roosevelt, com cerca de 7 mil marinheiros a bordo, deve estar no Oriente Médio em uma semana a 10 dias. O senador Chris Murphy, que disse ter sido informado sobre o plano de guerra com outros parlamentares, o classificou como "insano" e afirmou que levará a uma "escalada devastadora".
Ao mesmo tempo, segundo o Wall Street Journal, o vice-presidente JD Vance enviou uma carta ao líder linha-dura do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Iran numa tentativa de última hora de reviver as negociações de paz. Hoje, na Casa Branca, Trump se reuniu com o comandante do Comando Central, Brad Cooper, e com o general Dan Caine, que também informaram o vice-presidente sobre assuntos militares.
O que isso significa para o mercado
A demissão ocorre, segundo a reportagem, antes do que muitos especulam que possam ser novas operações contra o Irã depois da eleição. Para o investidor, o episódio reforça o prêmio de risco geopolítico: o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota central do petróleo mundial, e a possibilidade de escalada militar tendem a pressionar preços de energia, a inflação e, por consequência, as expectativas de juros e o apetite por risco em bolsas e no câmbio, inclusive no Brasil.
A transcrição não traz dados de mercado, e o desfecho dependerá tanto do avanço da investigação quanto da evolução das negociações diplomáticas e das decisões militares nos próximos dias.







