DOJ emite 30 intimações no Alasca por suposto candidato 'clone' na disputa pelo Senado
Investigação apura se aliados de Mary Peltola recrutaram um independente com o mesmo nome do senador Dan Sullivan; ela nega qualquer envolvimento.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) emitiu 30 intimações no âmbito de uma investigação criminal sobre a disputa pelo Senado no Alasca. Segundo a Fox Business, os investigadores buscam informações sobre um suposto esforço de democratas, incluindo a campanha de Mary Peltola, para recrutar um candidato independente com o mesmo nome do senador Dan Sullivan e, com isso, tirar votos dele.
O caso já ganhou desdobramentos políticos. O deputado James Comer abriu uma investigação própria sobre as acusações, e o governador do Alasca determinou que o Departamento de Segurança Pública do estado apure a campanha de Peltola, conforme relatado no programa.
Peltola nega qualquer irregularidade. De acordo com a Fox Business, ela afirmou que não sabia da existência de outro candidato na cédula além dela e do senador Sullivan.
O que dizem os críticos
A advogada e estrategista política Mehek Cooke, convidada do programa, afirmou que o episódio é maior que uma 'surpresa de outubro'. Na avaliação dela, o caso pode mudar a forma como candidatos são recrutados e envolve a confusão de eleitores, e não a escolha entre opções legítimas.
Cooke citou reportagem do New York Times que teria entrevistado 12 pessoas sobre o que sabiam do caso. Segundo ela, um operador democrata que trabalhou para Peltola participou do recrutamento do candidato de mesmo nome. As intimações, disse, podem reunir mensagens de texto e indícios de coordenação, e ela questionou se a articulação teria alcançado lideranças partidárias nacionais. Trata-se de opinião e de hipótese da convidada, não de fato comprovado.
A apresentadora Chanley observou que a cédula traz um aviso identificando Sullivan como o candidato republicano, e perguntou se isso bastaria para afastar a confusão. Cooke respondeu que não e disse que a apuração do DOJ é necessária para proteger a integridade da eleição.
Caso Ilhan Omar reaparece
Na mesma conversa, o programa tratou de reportagem do New York Times segundo a qual a administração Obama investigou a deputada Ilhan Omar por um suposto casamento de fachada com um suposto irmão. FBI e Segurança Interna teriam apurado o caso no verão de 2016 e encontrado indícios de fraude.
O processo parou, segundo o relato, porque promotores entenderam que o suposto crime ocorreu fora do prazo de prescrição de cinco anos. O programa ressaltou que não está claro quais provas os investigadores têm. A transcrição não traz manifestação de Omar sobre o assunto.
Cooke sustentou que a administração Obama tinha elementos e não deu seguimento, e afirmou que há regras diferentes para democratas. É uma avaliação da convidada, apresentada sem contraponto no trecho analisado.
Para o leitor
A cobertura não trata de efeitos sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas. O que ela expõe é o risco institucional: a credibilidade do processo eleitoral e a disputa partidária em torno de investigações. O caso segue em apuração, e as acusações ainda não foram provadas.







