Disputa no Alasca ganha capítulo jurídico a dois dias das eleições legislativas dos EUA
Governo Trump pede à Justiça que barre a certificação do resultado se a democrata Mary Peltola vencer; republicanos falam em fraude, e o estado rejeita o pedido
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A corrida ao Senado no Alasca ganhou um desdobramento jurídico a dois dias das eleições legislativas americanas. O Departamento de Justiça pediu a um juiz federal que suspenda a certificação do resultado no estado caso a democrata Mary Peltola vença, segundo reportagem da Fox News exibida no programa de Peter Doocy, no canal Fox Business.
Na sexta-feira, a administração Trump apresentou um pedido adicional: que sejam separadas todas as cédulas com votos para o chamado "Decoy Dan" ("Dan Isca"), apelido dado a um candidato de nome semelhante ao do senador republicano Dan Sullivan. Segundo a reportagem, um juiz pode decidir a qualquer momento.
O estado do Alasca respondeu no sábado. Chamou a ação federal de "sem mérito" e escreveu que o pedido é inadequado e nem sequer possível, dado o direito dos eleitores ao sigilo do voto. Há também uma investigação federal e estadual sobre o suposto esquema, que a reportagem descreveu como uma farsa.
Acusações cruzadas
Em comício em Anchorage na sexta-feira, Peltola negou novamente qualquer envolvimento no suposto esquema atribuído a Sullivan. Disse que concorre para "desmontar o sistema fraudado". Sullivan discorda: segundo ele, a campanha dela fraudou algo, e ele a acusa de uma das ações mais corruptas possíveis.
O líder da bancada republicana no Senado, John Barrasso, foi mais longe na entrevista. Citou reportagem do New York Times com mensagens de texto que, segundo ele, mostram conluio no mais alto nível com o comitê senatorial democrata em Washington. Também afirmou que os democratas tentaram encontrar e financiar um "falso Dan Sullivan", que teria desaparecido desde a publicação. Trata-se de avaliações de Barrasso e de Sullivan, não de fatos comprovados na transcrição.
Doocy acrescentou que o FBI estaria deixando cartões de visita para doadores, tentando apurar se eles se sentiram enganados, e que o Departamento de Justiça tenta esclarecer se algo ilegal ocorreu.
Voto antecipado e controle do Senado
A disputa ocorre em meio a um volume expressivo de votos antecipados. O estado do Alasca já registra 86 mil cédulas enviadas por correio. Nacionalmente, a contagem da Universidade da Flórida aponta 53 milhões de votos antecipados até agora. Barrasso disse estar encorajado pelo número de republicanos que votaram cedo e pediu que os demais compareçam às urnas.
O próprio apresentador observou que as pesquisas não são promissoras para os republicanos, embora muita gente compareça aos comícios de Donald Trump, que fez quase 30 atos no último mês. Barrasso, que estava em Iowa com o presidente, disse enxergar chances de conquistar cadeiras em New Hampshire, Michigan e Minnesota. Atacou candidatos democratas em vários estados, em críticas de natureza partidária.
O que observar
A reportagem não trata de mercado financeiro. Para o investidor, o ponto central é que o controle do Senado segue em disputa e pode ser afetado por uma batalha judicial no Alasca. Isso importa para a agenda de impostos, gastos e regulação em Washington, que costuma influenciar bolsas, juros e dólar. O desfecho depende da decisão do juiz federal e do resultado das urnas na terça-feira.







