Ranking da Fox News vê disputa mais apertada pelo Senado a 48 horas das eleições de meio de mandato
Kansas e Nebraska mudam de patamar na análise do canal, e sete estados indefinidos decidem quem controlará a Casa mais influente do Congresso americano.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
A 48 horas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o novo Fox News Power Rankings alterou a avaliação de dois estados-chave na disputa pelo Senado. Segundo o canal, o Kansas passou de tendência republicana para empate técnico, e o Nebraska, que também pendia para os republicanos, agora inclina-se para o lado oposto.
De acordo com o apresentador Griff Jenkins, no Kansas o senador Roger Marshall enfrenta o pastor de uma megaigreja, Adam Hamilton. No Nebraska, o senador Pete Ricketts disputa a vaga com um candidato independente, o veterano da Marinha Dan Osborn, que agora aparece como ligeiramente favorito na classificação.
A conta do Senado
O ranking classifica sete estados como indefinidos: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Carolina do Sul e Texas. Jenkins citou ainda a disputa no Texas, onde, segundo ele, se fala muito sobre Talarico e Paxton, que aparecem embolados.
Pela aritmética apresentada, 48 cadeiras estão na coluna democrata e 45 na republicana. Se os democratas levassem os sete estados indefinidos, chegariam a 55 senadores. Já os republicanos, para manter a maioria, precisam vencer todos os sete, o que lhes daria apenas 52.
O panorama geral foi resumido em reportagem exibida no programa: o Senado tem hoje 53 republicanos e 47 democratas, incluindo dois independentes que votam com a bancada democrata. Cerca de um terço da Casa está em disputa. Para virar a maioria, os democratas precisam manter todas as cadeiras que têm e conquistar quatro de outros estados.
Pesquisas e a Câmara
A coapresentadora Rachel destacou que o ranking vê Minnesota como inclinado aos democratas, mas que a candidata Michelle poderia surpreender. Ela também disse achar surpreendente ver Texas e Arkansas na lista de disputas.
Charlie, outro integrante da bancada, apontou que as pesquisas têm sido particularmente problemáticas neste ciclo, sobretudo em estados como Kansas e Nebraska, que não têm longo histórico de sondagens. Na avaliação dele, eleitores republicanos e eleitores de Donald Trump tendem a não responder a pesquisadores, enquanto democratas se mostram mais dispostos, o que gera dúvidas sobre a confiabilidade dos números. Rachel acrescentou que a divisão entre áreas rurais e urbanas pesa, já que eleitores rurais costumam desconfiar mais de institutos de pesquisa.
Na Câmara, segundo a reportagem, há 219 republicanos (incluindo um independente que vota com o partido) e 214 democratas, com duas vagas vazias que devem permanecer com seus partidos. Os democratas precisam de um ganho líquido de três cadeiras para assumir o controle. Nove estados redesenharam seus distritos neste ciclo: republicanos esperam ganhar vagas em sete deles, e democratas, em dois.
Para o investidor, o desfecho importa porque o controle do Congresso define a capacidade de aprovar ou barrar pautas de impostos, gastos e regulação. A transcrição, porém, não traz projeções sobre bolsa, juros ou dólar, e a própria análise ressalta a incerteza das pesquisas.







