Governador do Alasca diz que investigação sobre candidato 'isca' ao Senado é apenas a ponta do iceberg
Mike Dunleavy afirma que o estado reabriu apuração sobre suposto esquema para confundir eleitores na disputa pelo Senado e que a campanha de Mary Peltola pode ser ouvida.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O governador do Alasca, Mike Dunleavy, afirmou que a investigação sobre um suposto esquema de manipulação da cédula na disputa pelo Senado dos Estados Unidos é, nas palavras dele, "a ponta do iceberg". A declaração foi dada ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, em entrevista exibida pelo canal Fox Business.
Segundo o governador, o estado está reiniciando a apuração depois da publicação de uma reportagem do New York Times e de uma prisão. Ele disse que "um grande pedaço do iceberg acabou de aparecer" e que as autoridades pretendem seguir o caso. O apresentador questionou se a operação poderia ter sido realizada sem ajuda ou conhecimento direto da campanha da candidata democrata, Mary Peltola, e de democratas em Washington.
O que o governador alega
Dunleavy disse que, se a reportagem do New York Times for crível, o ex-gerente da campanha afirmou que a equipe esteve envolvida na operação. Ele também sustentou que o estado já desconfiava de algo errado quando o candidato pediu para entrar na cédula.
Segundo o governador, no e-mail inicial à Divisão de Eleições, o candidato pediu que seu nome constasse como "Dan S. Sullivan". Dunleavy observou que a inicial do meio não é "S" e que a pessoa costuma usar o nome Daniel. Ele disse ainda que o site do candidato se parece muito com o do senador Dan Sullivan, que tenta a reeleição, e que isso indicava outra motivação além de concorrer ao Senado.
O estado manteve o candidato fora da cédula, mas a Suprema Corte do Alasca decidiu incluí-lo. De acordo com o governador, o estado ainda aguarda a opinião geral do tribunal sobre o tema.
Investigação e possíveis consequências
Perguntado se Peltola é alvo específico da apuração, Dunleavy respondeu que todos ligados à campanha poderão ser interrogados e ouvidos para esclarecer qual foi o envolvimento de cada um, se houve. Ele disse que o estado vai coletar provas e, depois, decidir se há razão para apresentar acusações criminais, além de avaliar uma ação civil.
Questionado se Peltola, caso vença, poderia enfrentar problemas para ter a vitória certificada, o governador respondeu "possivelmente", dependendo das provas encontradas. Ele evitou detalhar outros pontos e afirmou que há assuntos que não poderia discutir.
Votação por ranking no centro do debate
Dunleavy atribuiu o episódio ao sistema de votação por ranking de preferências (ranked choice voting), financiado, segundo ele, por doadores de fora do estado. Na explicação do governador, o segundo "Dan Sullivan" teria sido eliminado nas primárias pelo senador, o que deixaria Peltola e o senador frente a frente na eleição geral. Com o sistema atual, disse, surge esse tipo de problema. O tema também está na cédula, com uma pergunta sobre revogar ou não o sistema.
O apresentador classificou o sistema como "totalmente inconstitucional" em sua leitura. Dunleavy respondeu que, se os eleitores não o rejeitarem nas urnas, seria preciso aprovar uma lei na próxima sessão da Assembleia Legislativa. Ele disse não saber se há interesse e que isso dependerá da composição do Legislativo após a eleição.
Ao final, o governador disse que os eleitores terão a oportunidade de marcar quatro caixas na disputa e devem observar quem está concorrendo para decidir de forma informada. Segundo ele, o que ocorreu foi um "ardil". As alegações são do governador, aliado político do campo republicano, e a investigação ainda está em andamento, sem acusações formalizadas citadas na entrevista.
Para o investidor, o caso ilustra o risco institucional em torno de uma eleição que pode influenciar a composição do Senado americano. A transcrição não traz análise sobre efeitos em bolsa, juros ou dólar.







