Promotor federal confirma investigação sobre suposto candidato 'isca' na eleição para o Senado no Alasca
Presidente do comitê senatorial republicano diz que 30 intimações podem trazer problemas federais graves ao segundo Dan Sullivan na cédula, o que o campo dele nega.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Um promotor federal de alto escalão no Alasca confirmou a existência de uma investigação criminal sobre a suposta articulação de democratas para confundir eleitores, colocando na cédula do Senado um candidato 'isca' com o mesmo nome do senador republicano. A informação foi destacada pela Fox Business e pela apresentadora Kayleigh McEnany no programa 'Saturday in America'.
Segundo o programa, há dois Dan Sullivan na cédula. Um é o senador que busca a reeleição pelo Partido Republicano. O outro, identificado como Dan J. Sullivan e apelidado de 'Decoy Dan' (Dan Isca), aparece com a letra 'I' ao lado do nome, o que indica candidatura independente. Em petição apresentada à Justiça na sexta-feira, o Departamento de Justiça pediu que as cédulas com o nome dele sejam preservadas e separadas.
Campanha sem política pública, diz a emissora
A apresentadora afirmou que a equipe do programa pediu quatro vezes à campanha do candidato que apresentasse suas propostas, os locais onde elas estão publicadas e os eventos de campanha realizados ao longo do ciclo. Segundo ela, não houve resposta. Na avaliação do programa, democratas e analistas trabalham para abafar a história. Uma instância inferior da Justiça confirmou que os dois Dan Sullivan podem permanecer na cédula.
O programa também mostrou a versão do outro lado. Em carta, o candidato rebateu a acusação do Comitê Nacional Republicano, afirmou que sua candidatura é genuína, que considera concorrer há mais de uma década e que não teve contato com nenhum agente da campanha de Mary Peltola, adversária democrata do senador. A apresentadora contrapôs a esse texto uma citação atribuída a uma reportagem do New York Times, segundo a qual um interlocutor descreveu o candidato como morador de uma cidade minúscula, acessível apenas por terra e mar, e disposto a concorrer se isso ajudasse a democrata. O relato diz ainda que ele não gostava de Donald Trump. Segundo a emissora, Peltola rejeitou a reportagem.
'Problema federal sério', afirma presidente do NRSC
Convidado do programa, o senador Tim Scott, que preside o Comitê Nacional Republicano do Senado (NRSC), disse sentir-se 'absolutamente vindicado' e afirmou que o grupo alertava para o caso havia meses. Segundo ele, o objetivo do 'Dan falso' é confundir eleitores, e a suposta combinação para recrutar o candidato configuraria crime. Scott afirmou ser ilegal agir em conluio com outras pessoas para confundir o eleitorado.
Scott também disse que o material de campanha do candidato copiou o logotipo, as cores e até a fonte do senador, e que ele tentou alterar a inicial do nome do meio para induzir mais eleitores ao erro. Em formulários da Comissão Eleitoral Federal, afirmou, o candidato não mostra atividade. Com 30 intimações, na avaliação de Scott, ele 'poderia estar em sérios problemas federais'. O senador acrescentou que mentir a promotores é crime grave. As declarações são de Scott e não foram verificadas de forma independente pela transcrição.
O que está em jogo no Senado
Na parte final da entrevista, Scott tratou da disputa na Carolina do Sul, onde Lindsey Graham busca a reeleição. Ele disse que o partido vencerá 'sem qualquer dúvida', pediu que o público não acredite nas pesquisas e afirmou que a mídia nacional tenta suprimir o voto republicano. Citou ainda Nebraska, Maine, Alasca e Ohio como estados em que o partido pretende se manter na maioria.
A transcrição não trata de bolsa, juros, dólar ou contas públicas. Para o investidor, o interesse do episódio é indireto: a composição do Senado influencia a pauta de impostos e gastos em Washington, e o caso do Alasca ilustra o grau de disputa em uma eleição que, segundo o presidente do comitê republicano, definirá a manutenção da maioria. As investigações seguem em curso e nenhuma acusação formal foi mencionada.







