A três dias da eleição, controle do Congresso dos EUA depende de corridas apertadas em Michigan, Texas, Maine e Minnesota
Segundo a Fox News, 48 milhões de americanos já votaram e disputas no Senado seguem embaralhadas por polêmicas de candidatos democratas
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A três dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o equilíbrio de poder no Congresso está em disputa e os candidatos fazem uma corrida final por votos. Segundo a Fox News, um recorde de 48 milhões de americanos já depositou seu voto antes do fechamento das urnas, na terça-feira.
A apresentadora Kayleigh McEnany, do programa "Saturday in America", passou em revista as corridas consideradas decisivas, de Maine a Minnesota, passando por Michigan e Texas. A análise é do canal e reflete a ótica de um veículo de linha conservadora.
Michigan e Texas: disputas de resultado incerto
Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed enfrenta o republicano Mike Rogers, em um estado que os republicanos esperam conquistar. Segundo a Fox News, as pesquisas mostram disputa apertada e muitos esperam uma decisão no detalhe. Na avaliação da apresentadora, El-Sayed não ajudou a si mesmo: ele enfrenta questionamentos sobre sua retórica, inclusive de sua ex-adversária nas primárias, a deputada Haley Stevens. Ela cobrou um pedido de desculpas por comentários passados dele sobre Israel. A campanha de El-Sayed respondeu pedindo que ela se mantivesse longe de seus eventos, e Stevens avalia retirar seu apoio. Rogers, por sua vez, tem buscado eleitores tradicionalmente democratas.
No Texas, a corrida pelo Senado tem sido surpreendentemente próxima. A mais recente pesquisa da Fox News mostra empate entre o republicano Ken Paxton e o democrata Talarico. Segundo o canal, Talarico enfrenta perguntas sobre seu histórico de votações no Legislativo estadual, onde, de acordo com a apresentadora, combateu a indústria de petróleo e gás do estado. O canal também destacou uma declaração em que ele se descreveu como um cristão que odeia o cristianismo, e disse que o candidato tentou esclarecer várias dessas posições.
Maine e Minnesota: saúde pública e fraude no foco
Em Maine, a republicana Susan Collins, veterana no cargo, tenta barrar o desafiante democrata Troy Jackson. Segundo a Fox News, Jackson já foi apoiado pelos Socialistas Democráticos da América e defendeu um sistema público de saúde universal ("Medicare for All"), afirmando que todos teriam de entrar no plano. O canal questionou o que aconteceria com os planos privados de saúde. Collins, enquanto isso, faz campanha destacando os milhões de dólares que, segundo ela, trouxe de volta ao estado.
Em Minnesota, um estado tradicionalmente democrata, a Fox News aponta risco de virada. De acordo com os dados mais recentes do RealClearPolitics citados pela apresentadora, a republicana Michele Tafoya está a uma distância curta da procuradora-geral Peggy Flanagan, apresentada como aliada próxima do governador Tim Walz. O canal lembrou declaração de Walz em janeiro, ao ser questionado sobre uma investigação de fraude no estado: disse que não teria feito nada diferente, pois os investigadores "estavam vindo de qualquer maneira".
O que observar
A transcrição não traz projeções de mercado. Para o investidor, porém, o desenho final do Congresso costuma ser o fator que condiciona a pauta de impostos, gastos e regulação, com reflexo potencial sobre juros, dólar e bolsas, entre elas a Nasdaq. Propostas como a de um sistema público de saúde universal, por exemplo, colocam em debate o papel dos planos privados e o peso das contas públicas. Com pesquisas empatadas em ao menos dois estados e votação antecipada recorde, o resultado de terça-feira segue em aberto.







