Procuradoria federal investiga esquema de candidato "isca" na corrida ao Congresso no Alasca
Segundo o editor do Alaska Landmine, o caso envolve um homônimo do republicano Dan Sullivan e pode beneficiar a democrata Mary Peltola; a investigação criminal está em curso.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O principal procurador federal do Alasca informou que há uma investigação criminal em andamento sobre o que o New York Times classificou como um "esforço secreto" para manipular a lista de candidatos no estado. O caso gira em torno do apelidado "Decoy Dan" ("Dan Isca"), um candidato homônimo do republicano Dan Sullivan na disputa por uma vaga no Congresso.
O assunto foi discutido no programa "Fox & Friends Weekend", da Fox Business, com Jeff Landfield, editor-chefe do Alaska Landmine. Segundo ele, o caso "cheira mal desde o começo".
De acordo com Landfield, o candidato isca contratou um estrategista democrata conhecido para montar seu site. Ele teria tentado usar o nome "Daniels. Sullivan", quando o registro correto é Daniel J. Sullivan. O editor afirmou que a farsa foi tolerada desde junho e que a reportagem principal só veio a público uma semana antes da eleição.
Campanha quase invisível
Landfield descreveu uma candidatura atípica. O homem teria arrecadado cerca de 30 mil dólares, menos do que a maioria dos candidatos a vagas na assembleia estadual. Também não teria feito eventos e teria evitado jornalistas.
A apresentadora perguntou se alguém sabe onde ele está. O convidado respondeu que, segundo relatos, ele parece ter deixado a cidade de Petersburg. A emissora disse não ter registro de que o candidato tenha comentado se fez parte de um esforço maior para recrutá-lo.
O convidado afirmou ainda que, ao pesquisar nomes de manifestantes citados em uma reportagem, descobriu que duas dessas pessoas haviam doado dinheiro a Mary Peltola. Para ele, isso reforça a suspeita de que o episódio beneficia a democrata.
Questionado se Peltola é alvo de alguma investigação, Landfield foi cauteloso: o procurador federal não disse isso. Ele ponderou, porém, que a matéria do New York Times foi clara e contundente, com várias fontes, entre elas a ex-gerente de campanha dela.
Prazo e sistema eleitoral
Perguntado se a apuração pode ajudar o candidato republicano a tempo, Landfield disse que a resposta é incerta. No Alasca, as quatro maiores votações das primárias avançam para a eleição geral. Se ninguém obtiver 50% mais um dos votos na primeira rodada, o estado só retabula o resultado em 18 de novembro, o que cria um intervalo de semanas.
Ele considerou improvável que alguém alcance a maioria no primeiro turno e lembrou que, em 2022, Lisa Murkowski não atingiu 50% e o estado precisou esperar duas semanas pelo resultado. Os apresentadores observaram que as cédulas já estão impressas, de modo que talvez não haja como corrigir a situação.
Na avaliação de Landfield, a história maior é que praticamente toda a mídia do Alasca ignorou o caso. Os apresentadores concordaram que a imprensa local deveria ter se debruçado sobre o tema antes.
O que observar
Para o investidor, o episódio é, antes de tudo, um fator de incerteza política: a transcrição não traz qualquer dado sobre efeitos em bolsa, juros ou dólar. A relevância está no resultado de uma disputa pelo Congresso, cuja composição influencia a agenda fiscal e tributária em Washington. Os apresentadores indicaram que continuarão acompanhando o caso à medida que a investigação avançar.







