Binance diz que fundos de brasileiros estão seguros após ataque e reserva US$ 6,34 bilhões
A corretora afirma que os fundos de clientes brasileiros seguem protegidos, mas os saques de ativos virtuais estão suspensos sem data para retomada.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

A Binance afirmou que os fundos de seus clientes brasileiros estão seguros após um ataque hacker que resultou em movimentações de cerca de US$ 6,3 bilhões em carteiras associadas à corretora, identificadas na quinta-feira (29), segundo a Exame. Para cobrir possíveis perdas, a empresa diz ter reservado mais de US$ 6,34 bilhões.
Desse total, US$ 5 bilhões estão nos próprios tokens impactados, de acordo com o Money Times. O InfoMoney classifica o caso como o maior roubo de criptomoedas da história. Como a Exame aponta que a Binance é a maior corretora cripto do mundo em volume de negociação, o episódio ganha repercussão que vai além do público cripto.
Quanto à autoria, analistas atribuem o ataque à Coreia do Norte, país que nega envolvimento, segundo o Money Times. Já o Times Brasil, citando a CNBC e especialistas, relata que empresas e autoridades tentam recuperar mais de US$ 6 bilhões antes que os fundos sejam ocultados, enquanto os supostos hackers norte-coreanos usam mixagem e lavagem de recursos.
No Brasil, os usuários são atendidos pela BBrasil SPSAV LTDA, de acordo com o Money Times. A empresa afirma seguir a segregação determinada pelo Banco Central e manter os ativos em cold wallets.
A tranquilidade tem um limite. Conforme o InfoMoney, os fundos foram considerados seguros, mas os saques de ativos virtuais estão suspensos temporariamente, sem data para retomada. Ou seja, a empresa sustenta que a custódia está preservada, mas o acesso aos ativos virtuais está interrompido neste momento.
O que está em jogo é a confiança em uma plataforma de grande peso no mercado e a capacidade do cliente de retirar seus recursos quando quiser. A recuperação dos valores desviados e o andamento das investigações serão acompanhados de perto pelo setor.
O que muda para o investidor
O episódio reforça um ponto central para quem investe em criptomoedas: ao manter ativos em uma corretora, o investidor depende da custódia, da segregação de contas e da liquidez dos saques da plataforma. Com os saques de ativos virtuais suspensos e sem prazo definido, clientes podem não conseguir movimentar suas posições no momento desejado, o que representa um risco concreto, independentemente do desfecho sobre os valores envolvidos. Novos comunicados da empresa, a retomada dos saques e o andamento das recuperações devem orientar a avaliação do mercado nas próximas semanas.






