Desemprego cai a 5,2%, menor taxa desde 2012, mas aperta espaço para cortes da Selic
Desocupação ficou em 5,2% no trimestre até setembro, e o consumo ganha fôlego, mas o Banco Central tem menos margem para acelerar a queda dos juros.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

A taxa de desocupação caiu para 5,2% no trimestre até setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, divulgada na sexta-feira (30). De acordo com o InfoMoney, é a menor taxa para o período desde o início da série, em 2012. O dado é positivo para o emprego, mas também complica a vida de quem espera juros mais baixos no curto prazo.
A Revista Oeste informa que, no trimestre anterior, a taxa estava em 5,3%. Já o InfoMoney aponta que, no segundo trimestre, a desocupação era de 5,4%, e que no mesmo período de 2025 chegava a 5,6%. Ainda segundo a Revista Oeste, o país tinha cerca de 5,6 milhões de desocupados no período.
Ocupação e massa salarial em alta, de acordo com o InfoMoney, sustentam o consumo. Quando mais pessoas trabalham e a renda total cresce, a demanda por bens e serviços tende a se manter aquecida, o que ajuda a atividade econômica.
O problema está do outro lado da equação. Bancos e corretoras ouvidos pelo InfoMoney avaliam que um mercado de trabalho apertado eleva o risco de inflação de serviços, justamente o componente que o Banco Central acompanha de perto.
Na mesma leitura, o quadro limita o espaço para o BC acelerar os cortes da Selic nas próximas reuniões. Ou seja, o bom momento do emprego e o risco inflacionário puxam na mesma direção: menos pressa para afrouxar a política monetária.
O dado, portanto, coloca a trajetória dos juros no centro do debate econômico. Um mercado de trabalho forte é uma notícia favorável à renda, mas exige que a autoridade monetária seja cautelosa antes de reduzir a taxa básica.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o recado é de atenção à Selic e aos próximos dados de inflação e emprego. Se o ritmo de cortes ficar mais lento do que o esperado, os juros futuros e o câmbio tendem a reagir a cada leitura nova do mercado de trabalho e dos preços de serviços. Ao mesmo tempo, o consumo firme sustenta a demanda interna, o que pode beneficiar empresas ligadas ao varejo e ao crédito. Esse cenário não indica direção para os preços dos ativos, e cabe a cada investidor avaliar seu próprio perfil de risco.







