Binance diz que fundos de clientes brasileiros estão seguros após ataque recorde de US$ 6,3 bilhões
A corretora reservou US$ 6,34 bilhões para cobrir perdas, mas os saques de ativos virtuais seguem suspensos sem data para retomada.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

A Binance afirmou que os fundos de seus clientes brasileiros estão seguros após um ataque hacker. Segundo o Money Times, os criminosos roubaram US$ 6,3 bilhões da corretora, em um episódio que o veículo classifica como recorde. Em comunicado desta sexta-feira (30), a BBrasil SPSAV LTDA., responsável pelos usuários no Brasil, disse que os ativos ficam em cold wallets, carteiras sem conexão com a internet, e seguem a segregação determinada pelo Banco Central, conforme relatou o Times Brasil.
Para cobrir eventuais perdas, a empresa separou mais de US$ 6,34 bilhões, o equivalente a R$ 34,49 bilhões. Desse total, US$ 5 bilhões (R$ 27,2 bilhões) foram destinados aos próprios tokens afetados pelo ataque, de acordo com o Times Brasil. A Binance também informou que vai assumir com recursos próprios os prejuízos diretos, inclusive com o fundo SAFU.
Analistas atribuem o ataque à Coreia do Norte, país que nega regularmente qualquer envolvimento, segundo o Money Times. Especialistas ouvidos pela CNBC afirmam que hackers norte-coreanos combinam técnicas de ocultação com redes de lavagem para converter criptomoedas em moeda fiduciária, o que torna a recuperação mais difícil à medida que os fundos circulam.
Empresas do setor e polícias tentam recuperar mais de US$ 6 bilhões antes que os criminosos escondam os recursos, de acordo com o Times Brasil. A disputa, portanto, é contra o tempo, e o desfecho depende de rastreamento e cooperação entre empresas e autoridades.
No Brasil, a InfoMoney informou que os saques de ativos virtuais foram suspensos temporariamente, sem data prevista para retomada. O mesmo veículo lembra que o ataque à Binance global é apontado como o maior roubo de criptomoedas da história.
O que muda para o investidor
O episódio mostra que a segurança de criptoativos depende da estrutura de custódia de cada corretora, e não apenas do valor dos tokens. A segregação patrimonial e o uso de cold wallets são os pontos de proteção destacados pela empresa, mas a suspensão de saques lembra que o acesso ao dinheiro pode ser interrompido enquanto a apuração avança. Como os fatos apurados não tratam de cotações, este texto não projeta preços. O efeito mais visível está na confiança sobre a custódia, e vale acompanhar o andamento da reserva de US$ 6,34 bilhões e a eventual retomada dos saques. O caso também reforça a defesa de regras claras de custódia e de transparência sobre reservas, pilares de um mercado de livre concorrência em que o investidor consegue avaliar o risco de cada plataforma.






