Ibovespa tem maior queda mensal desde 2022 após renovar máximas históricas
Segundo InfoMoney, índice caiu 9,88% em outubro e acumulou perdas na semana com temor fiscal e externo, após passar de 209 mil pontos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Segundo InfoMoney, o Ibovespa encerrou outubro com queda de 9,88%, a maior baixa mensal desde 2022. O mês começou com otimismo, e o índice chegou a renovar máximas históricas e a ultrapassar 209 mil pontos.
O rali do início de outubro se apoiou na expectativa de alternância no poder e em uma agenda fiscal mais austera. As altas foram lideradas por bancos, varejistas, construtoras e empresas sensíveis a juros, papéis que costumam reagir com força quando o mercado enxerga mais previsibilidade nas contas públicas.
Após o segundo turno, com a reeleição de Lula confirmada, investidores desmontaram posições ligadas à campanha, de acordo com a mesma reportagem. Desde então, o Ibovespa caiu pela quinta vez, em um movimento que InfoMoney atribui ao temor fiscal e ao cenário externo.
Na semana, a queda acumulada chegou a 17,5% até o fechamento anterior. Segundo a reportagem, o movimento pode ser a maior baixa semanal da série histórica, superando os 15,6% registrados na semana encerrada em 13 de março de 2020, no auge da pandemia de covid-19.
No pregão desta sexta-feira, às 11h42, o índice recuava 0,42%, aos 168.480,95 pontos. A mínima do dia foi de 167.007,57 pontos (-1,29%) e a máxima, de 169.184,60 pontos. Bolsas do Ocidente também operavam em queda pela manhã, e o minério de ferro na bolsa de Dalian caía 1,18%.
Em Nova York, o Nasdaq chegou a cair 2,12%. Já o EWZ, que acompanha ações brasileiras, chegou a recuar cerca de 2%, mas reduziu a queda para 0,97%, segundo InfoMoney.
O que muda para o investidor
A sequência de quedas indica que o mercado passou a precificar com mais peso o risco fiscal e o ambiente externo. Para quem investe e opera, isso tende a significar mais volatilidade nos próximos pregões. Os setores que lideraram o rali, como bancos e empresas sensíveis a juros, ficam mais expostos a qualquer mudança na percepção sobre as contas públicas e sobre a trajetória dos juros. A reportagem não traz projeções de preços, e esta análise também não.







