Mercado reage mal à virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro e abre novo debate fiscal
Lula venceu Flávio Bolsonaro por quase 4 p.p. no segundo turno, após ficar atrás no primeiro. Segundo o Estadão, a reação do mercado foi negativa.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO · 2 MIN

O mercado financeiro recebeu com desconforto a vitória de Lula no segundo turno da eleição presidencial, realizado em 25 de outubro. Segundo o Estadão, que reproduz texto da revista britânica The Economist, a reação dos investidores foi negativa, um dado que chama atenção porque o resultado final veio depois de um cenário bem diferente.
No primeiro turno, realizado cerca de três semanas antes, Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro. A reviravolta, apontada pelo Estadão como inédita, mostra uma recuperação que nenhum outro candidato havia conseguido para chegar à Presidência da República.
No segundo turno, Lula venceu Flávio Bolsonaro por quase 4 pontos percentuais. A diferença foi suficiente para confirmar a virada, mas não eliminou o desconforto de parte do mercado com o resultado.
Em janeiro, Lula será o primeiro presidente eleito democraticamente a iniciar um quarto mandato. O marco amplia o peso político do novo governo e coloca em evidência a forma como ele pretende conduzir as contas públicas nos próximos anos.
A reação negativa destacada pela The Economist, reproduzida pelo Estadão sob o título de que o mercado reagiu mal à vitória de Lula, é o ponto de partida para essa discussão. O texto original traz as razões que a publicação apresenta para essa leitura, e vale ler a matéria completa antes de tirar conclusões.
O que muda para o investidor
A reação negativa relatada pelo Estadão indica que parte dos ativos sentiu o resultado logo após a eleição, mas a informação disponível não permite dizer se essa movimentação vai se manter. Para quem investe em bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o caminho é acompanhar a agenda fiscal que o governo apresentar, a trajetória dos juros e o comportamento do câmbio nas próximas semanas, avaliando cada decisão de acordo com o próprio perfil e a tolerância a risco.







