Lula vai à COP31 na Turquia, mas acordo contra petróleo, gás e carvão segue improvável
Segundo a AFP, presidente reeleito irá a Antalya de 9 a 20 de novembro, enquanto especialistas veem pouca chance de avanço na eliminação dos combustíveis fósseis.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 3 MIN

Lula deve participar da COP31, a conferência do clima marcada para Antalya, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro. A informação foi dada à AFP por uma fonte do governo, e a Presidência confirmou a presença dele na cúpula de líderes, segundo o Money Times. Reeleito em 25 de outubro após vencer o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 81 anos e leva a viagem a um dos temas mais sensíveis da pauta internacional.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanha o presidente. Em declaração à AFP na quarta-feira (28), Padilha afirmou que o resultado representa uma vitória contra o negacionismo climático. Segundo o Times Brasil, a conferência anterior, que o país sediou, não trouxe metas para combustíveis fósseis, e esse histórico pesa sobre as expectativas para a Turquia.
A agenda prevista coloca Lula em Antalya em 10 de novembro, com participação na cúpula de líderes nos dias 11 e 12. Ele já havia conversado sobre a presença com Erdogan, segundo o Money Times. A conferência deve discutir a eliminação do petróleo, do gás e do carvão, mas especialistas ouvidos pelo Times Brasil consideram improvável um acordo nesse ponto.
Depois de Antalya, o roteiro leva Lula às Filipinas em 13 de novembro, para a cúpula da Asean e uma visita bilateral. O convite para a Asean chega pelo segundo ano seguido. Há ainda a possibilidade de um novo encontro com Trump no evento, a depender do calendário dele.
O precedente recente é a Malásia, onde Lula e Trump tiveram a primeira reunião bilateral em 2025, durante a cúpula da Asean. Um segundo encontro, se confirmado, seria acompanhado de perto por quem observa as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha bolsa, juros e dólar, o impacto direto de uma conferência climática costuma ser limitado. O ponto de atenção é uma eventual definição de metas para eliminar petróleo, gás e carvão, que mudaria o ambiente regulatório das cadeias ligadas a esses combustíveis. Como especialistas consideram esse acordo improvável, o tema tende a seguir no radar sem definição imediata. Já uma eventual conversa entre Lula e Trump pode trazer sinais sobre a relação entre os dois países, variável que o mercado costuma observar. Essa reunião, porém, depende do calendário do presidente americano e ainda não está confirmada.







