Reforma tributária pesa de forma diferente sobre franqueadoras e franqueados
Segundo o Seu Dinheiro, royalties e taxas de franquia podem subir para as franqueadoras, enquanto franqueados avaliam o Simples Nacional frente a outro regime.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

A reforma tributária não chega igual a todas as redes de franquias. Segundo o Seu Dinheiro, o efeito depende do lugar que a empresa ocupa na cadeia: se ela cobra royalties e taxas de franquia, ou se opera a loja que vende ao consumidor.
Para as franqueadoras, o ponto sensível está na receita vinda dos royalties e das taxas de franquia. De acordo com o Seu Dinheiro, a tributação sobre esses itens pode subir de forma significativa. A mesma reportagem lembra que a prestação de serviços e a mão de obra especializada são partes importantes dessa operação, o que torna o cálculo menos simples do que uma cobrança de percentual.
Já os franqueados enfrentam outra equação. Boa parte deles atua no varejo e vende direto ao consumidor final, o que os coloca diante de uma decisão sobre o regime tributário. Segundo o Seu Dinheiro, eles podem seguir no Simples Nacional ou migrar para um regime com mais créditos tributários.
É essa assimetria que dá peso ao tema. Quem cobra royalties sente a mudança sobre a própria receita, enquanto quem vende na ponta sente o efeito na escolha do enquadramento. Ou seja, a mesma reforma pode produzir resultados opostos dentro de uma mesma rede.
A pergunta que fica é como essa conta será dividida entre franqueadora e franqueado, já que as duas partes dependem uma da outra para manter a rede em funcionamento.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha empresas do setor, a leitura mais útil é separar as companhias que vivem de royalties e taxas daquelas que dependem de vendas no varejo, porque o efeito tributário chega por caminhos distintos. Uma alta na tributação sobre royalties e taxas pode pressionar a receita das franqueadoras, enquanto a escolha de regime influencia a rentabilidade de quem opera as lojas. Trata-se de um cenário de possível impacto, e não de uma previsão de preços. Vale acompanhar como cada companhia comenta o tema em seus resultados e como a regra final será aplicada.







