Renda fixa dos EUA volta a ganhar espaço nas carteiras de investidores
Após cerca de 15 anos de pouco incentivo, títulos americanos recuperam renda e papel de diversificação, segundo InfoMoney.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A renda fixa dos Estados Unidos voltou a ganhar espaço nas carteiras, segundo reportagem do InfoMoney. Depois de um longo período em que os títulos pouco estimulavam o aumento de exposição, a atenção do investidor se volta para o que esses papéis podem entregar agora.
Por cerca de 15 anos, de acordo com a mesma reportagem, havia pouco incentivo para ampliar a alocação em renda fixa americana. Dois fatores explicam esse quadro: juros baixos e retornos modestos dos títulos. Nesse intervalo, as ações eram vistas como mais atraentes para a valorização de longo prazo.
O ponto de virada está na comparação entre ativos. Segundo o InfoMoney, o rendimento de títulos de alta qualidade voltou a níveis próximos ao earnings yield das ações, indicador que relaciona o lucro das empresas ao seu preço. Quando os dois números se aproximam, o título deixa de ser apenas uma alternativa defensiva e passa a disputar a carteira de forma mais direta com a bolsa.
A gestora PIMCO, citada pelo InfoMoney, avalia que os títulos recuperam duas funções: gerar renda e diversificar carteiras em momentos de deterioração econômica. A leitura é que a renda fixa deixa de ser vista apenas como reserva e volta a ser avaliada como componente central da construção do portfólio.
O debate, portanto, vai além da escolha entre um ativo e outro. Está em jogo a forma como o investidor distribui o patrimônio entre juros e bolsa depois de anos em que a balança pendia claramente para as ações.
O que muda para o investidor
Na prática, a mudança na comparação pode levar o investidor a revisar a proporção entre renda fixa e renda variável, sem que isso signifique indicação de compra ou venda de qualquer ativo. Títulos com rendimento mais elevado tendem a oferecer renda previsível e, segundo a leitura da PIMCO, um possível contraponto às ações em períodos de piora econômica. A bolsa, por sua vez, segue associada à valorização de longo prazo, que a reportagem apontou como motivo de sua atratividade no período anterior. Antes de qualquer mudança, cabe ao leitor avaliar prazo, tolerância a risco e objetivos financeiros.
